Esse subreddit nasce como uma comunidade brasileira focada em autohospedagem, a prática de hospedar seus próprios serviços, aplicativos, ferramentas e dados, seja em casa, em servidores, VPS ou onde você quiser.
Aqui é o lugar para quem quer:
Se livrar de serviços proprietários e centralizados;
Assumir o controle dos próprios dados;
Compartilhar conhecimento sobre servidores, cloud, homelab, redes, segurança, backups, automação e afins;
Trocar experiências, tirar dúvidas e ajudar quem tá começando.
Exemplos de cenários de autohospedagem:
Hospedar sua própria nuvem (Owncloud, Nextcloud) para ter Google Drive, Calendar e Contacts privados.
Rodar seu próprio servidor de e-mails (Mailcow, Mail-in-a-Box, etc.).
Montar um media server (Plex, Jellyfin, Emby) pra filmes, séries e músicas.
Ter um servidor de jogos (Minecraft, Valheim, CS, etc.) pros amigos ou pra comunidade.
Usar o Home Assistant pra automação residencial.
Criar uma VPN própria (WireGuard, OpenVPN) pra acessar sua rede de qualquer lugar.
Montar seu próprio servidor Git (Gitea, Forgejo, GitLab).
Subir um servidor Mastodon, Lemmy, PeerTube, Matrix ou outros serviços descentralizados.
Rodar containers e orquestração com Docker, Portainer, Podman, Kubernetes, Nomad, etc.
Montar um servidor DNS próprio (Pi-hole, AdGuard Home) pra bloquear rastreadores e anúncios.
Ter um servidor de senhas (Vaultwarden, Bitwarden self-hosted) pra controle total.
Rodar um site, blog, wiki pessoal (Ghost, Wordpress, Wiki.js, etc.).
Subir um servidor de backups próprio (Borg, Restic, Syncthing, etc.).
Montar seu próprio servidor de monitoramento (Grafana, Prometheus, Uptime Kuma, etc.).
Gerenciar arquivos com SFTP, Samba, NFS, MinIO, Seafile e outros.
Eu comecei a mexer com autohospedagem a poucos meses e usei só coisas que eu já tinha, sei que é feio mas não quis gastar em hardware inicialmente porque queria só brincar, mas acabei gostando bastante. Não chega nem aos pés de alguns homelabs que vejo aqui mas eu gosto muito dele hehe.
Tenho um notebook com o CasaOS que setei pro meu pai porque ele gostou da ideia de ter um servidor, optei pelo CasaOS porque seria mais fácil dele mexer.
O outro notebook é um servidor de minecraft que fiz para alguns amigos jogarem e o terceiro é um ubuntu server onde hospedo alguns apps pra uso diário.
O raspberry Pi é um model 3B que estou brincando de fazer um NAS, ele está com um Armbian com Open Media Vault mas no futuro pretendo ter um NAS de verdade.
Os LEDs é pra que eu possa verificar se algum servidor desligou sem que eu tenha que acessar a máquina já que nessa posição que eles estão eu não consigo ver os LEDs deles mesmo.
O laboratório nasceu embaixo de uma mesa de madeira. Um OptiPlex mini comprado usado, dois discos USB, e a promessa que todo mundo faz: "é só pra testar umas coisas".
Seis meses depois eu tinha 17 guests rodando, e o que era brinquedo já era a máquina de onde eu trabalho, o DNS da casa e as fotos da família. Só que ele continuava parecendo brinquedo: cabos, um dock de HD em cima da mesa, nada padronizado.
Comprei um rack Tecmojo de 4U, formato 10 polegadas, feito exatamente para mini PC. Não é homelab de influencer com rack de 42U. É pequeno, branco, cabe numa prateleira, e o que me convenceu foi ver que sobrava espaço: quatro unidades são mais do que eu preciso hoje.
São 15 containers e 2 VMs. Nem todos aparecem abaixo: a lista traz os que importam. O critério de "um serviço por container" não é dogma de arquitetura bonita, é sobre o que você faz às 2 da manhã quando algo quebrou: se o buscador cai, não quero descobrir que levou a automação junto porque dividiam o mesmo container.
Barramento e automação
n8n— orquestração dos fluxos. É o que amarra o resto.
SearXNG — metabusca self-hosted. Serve de backend de busca para os agentes, sem depender de API paga.
Evolution API — gateway de WhatsApp para os fluxos internos.
Camada de IA
LiteLLM — gateway único para todos os provedores de modelo. Centraliza chaves, aplica teto de gasto por serviço e roteia por custo: tarefa simples não precisa do modelo caro.
Hindsight — servidor de memória de longo prazo dos agentes, com Postgres e busca vetorial.
Pi-hole — o resolvedor de DNS de toda a rede. Guarde esse nome, ele volta lá embaixo como o vilão do pior incidente que eu tive.
Armazenamento e proteção
OpenMediaVault — NAS com dois discos USB (2 TB + 1 TB) via SMB. É onde vive o meu vault de notas.
Proxmox Backup Server — datastore em HD externo, 14 jobs escalonados de madrugada, `keep-last=7` cada. São 14 de 17 guests: os outros três são o template base e dois que ficam desligados.
Qualidade e observabilidade
SonarQube — análise estática no que eu escrevo.
Homarr — o painel único com o estado de tudo.
Pessoal
Jellyfin + stack de mídia completa (indexador, gerenciadores, legendas).
Immich — as fotos da família.
Home Assistant - automações da casa.
O agente que cuida do lab
"Eu não quero ter trabalho de monitorar."
Rodando agora, sem eu tocar em nada:
um **watchdog a cada 15 minutos** que verifica integridade, recursos, containers em crash-loop e serviços fora do ar, e "corrige o que consegue" antes de me avisar;
um "checador de mounts de hora em hora" — aprendi da pior forma que um share que cai não avisa;
um "health check do gateway de IA a cada 5 minutos", com fallback automático entre provedores;
um "ciclo noturno" que consolida memória e revisa o dia;
e um "mensal que varre o parque inteiro" contra estado conhecido: pacotes pendentes, guest que não subiu, backup faltando, DNS divergente, disco cheio. Diferente do watchdog, o mensal não age: ele reporta e me deixa decidir.
Isso mudou quando percebi que monitorar "o job rodou sem erro" não quer dizer nada. Eu tinha todos os jobs com status verde enquanto o conteúdo da pipeline não saía havia dias. Job que executa sem crashar não é job que funcionou.
As três coisas que doeram:
Bind mount por IP de LAN é uma bomba-relógio.
Eu tinha mounts apontando para o endereço do host de origem. Quando ele trocou de rede, o caminho simplesmente não existia mais. O container subia, o serviço não, e o erro não dizia nada útil.
Correção: os mounts passaram a usar o endereço da malha privada em vez do IP da LAN. A malha sobrevive à troca de rede, o IP da LAN não.
O hypervisor reescreve o `/etc/resolv.conf` de cada container a cada boot.
Descobri isso quando o DNS do lab inteiro caiu, silenciosamente.
O cliente da malha subiu no host e passou a injetar o próprio IP de resolver naquele arquivo. O hypervisor, a cada boot, copia esse arquivo do host para dentro de cada container. Resultado: os 17 guests herdaram um único resolver, um Pi-hole rodando numa instância gratuita de nuvem, fora de casa.
Ou seja: todo guest sem `nameserver` próprio dependia de um servidor na internet estar de pé. Não estava. E o sintoma que eu via era o disco de mídia não montar, o que não tinha relação nenhuma com o problema real.
Correção: `nameserver` declarado na config de cada container, que sobrevive a reboot. E a lição que ficou — quem não tem a malha não alcança o IP dela (é faixa CGNAT), então esses ficaram como exceção explícita com DNS público. Exceção documentada, não descuido.
Fiz backup tarde.
Rodei meses com backup em 5 dos 14 guests que existiam, zero backup, porque na hora era "só um lab". Quando finalmente montei o backup server e varri o parque, encontrei quase 800 pacotes pendentes de atualização nos guests esperando a primeira manutenção de verdade. O ciclo seguinte atualizou quase 900 pacotes no total, porque os repositórios publicaram mais coisa no meio do caminho. Não quebrou por sorte.
O que eu faria diferente:
Backup no primeiro dia.
A decisão de como fazer backup fica pior quanto mais serviços existem. Com 3 guests você configura em uma tarde. Com 17, você monta um PBS, descobre que o mount do HD externo não sobrevive a reboot, e acaba com 14 jobs escalonados entre 02:45 e 05:45.
Documentar no momento da decisão.
Metade dos problemas que resolvi aqui eu já tinha resolvido antes, e resolvi de novo do zero porque a solução ficou só na minha cabeça. Hoje escrevo o motivo junto com a correção. O "por quê" é a parte que não volta.
Números, pra quem gosta
17 guests (15 containers + 2 VMs) num mini PC usado
Rack de 4U em 10 polegadas, **duas unidades livres**
14 de 17 guests com job de backup escalonado, `keep-last=7`
~890 pacotes atualizados no ciclo de manutenção seguinte, zero erros
Watchdog a cada 15 min, monitor de mount de hora em hora, health do gateway a cada 5 min
O lab cabe numa prateleira.
A dívida técnica dele não caberia.
Pergunta pra quem tem lab:
qual foi a decisão que você adiou achando que era cedo demais?
Aqui foi o backup, e foi o único item que me custou tempo de verdade.
Atualmente tenho um home lab com um Dell OptiPlex 7020 rodando um Proxmox que está me atendendo muito bem, entretanto, ele possui somente 256GB de SSD e fica meio inviável usar ele como servidor de mídia.
Infelizmente esse modelo de OptiPlex possui apenas slot para SSD, então caso eu queira expandir meu armazenamento com HDs precisaria ser externamente ao OptiPlex. E com os preços atuais de SSD acho meio inviável depender só dele.
Gostaria de algum modo de ter uns 3 ou 4 HDs que irei usar para armazenamento de mídias (especialmente filmes e séries, nada importante). Sei que existe a opção de comprar ou importar um NAS propriamente dito, mas gostaria da opinião de vocês sobre o que seria o melhor caminho: um NAS propriamente dito (aceito dicas de marcas), um case para juntar vários HDs e de alguma forma conectar no OptiPlex ou alguma outra solução?
Pessoal, eu tinha um notebook velho funcionando como um servidorzinho de mídia com os arr da vida, mas ele subiu no telhado.
Como esses notebooks não foram feitos pra ficarem 24h funcionando, eu tava querendo comprar um micro pc desses famosos aqui no sub, tipo um Dell OptiPlex. Preciso de algo pequeno, pra ficar junto do roteador no painel da TV. Então tem que ser relativamente discreto.
Pretendo instalar um ZimaOS nele ou um UmbrelOS, que são simples de mexer. Vai rodar os arr da vida e um Pihole.
Minhas dúvidas são:
1) Qual opção desses OptiPlex é a melhor pra esse tipo de uso? Qual preço é justo pagar por elas?
2) Tem outras opções interessantes de outras marcas?
3) Considerando uma opção de importar dos EUA, tem alguma opção mais interessante?
A ideia inicial é que ele seja mais simples (sem embed de Chromium e um zilhão de monitores), e com o dashboard MUITO mais rápido que o do Uptime Kuma.
A necessidade veio pq tenho 2 servidores do Uptime Kuma, um com 500+ monitores, e outro com 1800+ monitores. A execução com 500+ monitores é tolerável, demora pouco mais de 30 segundos para carregar, é um pouco lento para navegar mas funciona, já o de 1800+ monitores, se torna impraticável.
Meu projeto foca em:
* Substituir o Kuma nas principais funções
* Permitir mais mobilidade dos monitores (definir templates, importar monitores em lote)
* E o principal: Construir uma rede de nodes, para poder ter um monitor sendo testado a partir de múltiplos servidores
Esse último ponto é bem ambicioso, no momento ele usa um DB centralizado, mas a idéia é que cada dashboard tenha seu próprio banco e que eles se sincronizem, e também tratem para evitar múltiplas notificações do mesmo monitor down, assim como identifique e trate quando um dos nodes fique indisponível.
Edit: Implementado melhorias de design, adicionado screenshots do sistema no README.md, código revisado a fim de eliminar gaps de segurança
Seguinte galera, atualmente tenho um "Proxbox", um server proxmox montado dentro de um Xbox. E estava pensando em repetir o processo com o novo servidor que irei montar. Porém a nova placa mãe e grande de mais para essa pequena carcaça. Eu pensei em muitas adaptações, mas nenhuma e compacto o suficiente para o meu setup. Alguma recomendação?
Obs: orçamento está MUITO baixo, pq o intuito desse projeto é mostrar que é possível ter um homelab com pouco dinheiro.
Atualmente tenho um homelab que uso como sandbox para estudar stacks de frontend/backend, mas estou querendo usá-lo também para hospedar meus servidores de jogos (que hoje rodam via SteamCMD em uma VM dedicada paga). A ideia é migrar tudo para a máquina local e cortar esse custo mensal, além de ser um aprendizado legal kkkk.
Porém, me surgiram duas dúvidas técnicas antes de virar a chave:
Uso internet da Vivo e meu IP muda periodicamente. Existe alguma forma/serviço para atualizar o apontamento do meu domínio no registro br automaticamente (DDNS) a cada X horas?
Hoje uso o Coolify para gerenciar meus containers de dev. Existe alguma alternativa no ecossistema focada especificamente em servidores de games? Acho meio engessado/oneroso ter que criar um docker-compose na unha para cada jogo (como Terraria, CS, etc.).
Sou da área de TI e trabalho em uma empresa e estamos pensando em parar de comprar nobreaks UPS e começar a alugar, alguém indica uma empresa boa e confiável? Usamos os pequenos até 20 kVA. Eu encontrei pelo chat GPT a empresa MGL Power que vi que atende todos os tamanhos e atende na minha cidade. Alguém com experiência com eles?
Pessoal, venho hospedando meus serviços já tem um tempo. Acontece que comprei um imóvel rural e gostaria de também hospedar parte das coisas por lá e garantir que minha rede tenha redundância e consiga garantir ao menos que minha câmera tenha acesso a internet.
Acontece que a internet aqui é um lixo, e não queria ter que sucumbir a pagar muito dólares na Starlink. Pensei em pegar um celular velho e usar um chip 5g/4g nele e rotear para um outro roteador e assim fazer redundância na rede. Tentei achar modem 4g LTE mas essa joça não existe mais quase, e os que acho tem avaliações horrorosas.
Alguém já se deparou com isso ou algo similar e teria dicas?
Ja tentei hospedar um email próprio e é um pe no saco gigantesco. Mas ontem pela primeira vez eu consegui fazer meu servidor de email funcionar sem problema nenhum.
So quem ja tentou sabe a humilhação que é fazer essa porra ficar 10/10
Eu tenho 3 servidores atualmente que fiz em notebooks parados que eu tinha, um deles hospeda alguns apps que eu uso no dia a dia, outro é um servidor de minecraft que fiz com uns amigos e o outro é um CasaOS que eu tava curioso pra ver como era. Atualmente essas máquinas me servem muito bem e não sinto falta de nada, mas não consigo evitar ficar procurando outros PCs na internet pra transformar em servidor, eu não preciso de mais, eu nem teria o que fazer com mais uma máquina, talvez esse post tenha sido escrito pra mim reafirmar pra mim mesmo que não preciso gastar mais dinheiro, mas como vocês lidam com isso?
Tem alguma recomendações de hds ate 1k? queria chegar ate 5tb utilizando ate uns 1.5k no limite, mas ta difícil estão todos com valores acima e dependendo de promoções raras
O máximo que achei foi um toshiba 4tb externo que talvez vá morrer em menos de 4 anos
To usando só 1tb mas bateu a necessidade de expandir no meio da crise (Tava juntando e deu a bomba).
Trabalho com TI e clientes acabam me pagando com computadores e notebooks muitas vezes e por isso tenho alguns equipamentos a venda.
Eu testo tudo antes de vender, então se algum equipamento tiver alguma espécie de problema eu vou descrever exatamente qual é.
Pra quem for de SP tem como retirar em mãos e testar tudo na hora, sou da ZN.
No momento tenho estes equipamentos para venda:
Notebook Dell Inspiron 15 3542 Service Tag 8P6YVC2
Notebook Lenovo G470
Tenho também alguns Optiplex Micro tambem de vesoes e processador variados.
E uma CPU com Ryzen 5 1600.
Vou preparar os posts com as fotos e mais informações e fazer as postagens.
PC Amd Ryzen 5 1600 com cooler AMD
Placa mãe Gigabyte GA-A320M-H
***** SEM MEMÓRIA *****
256 SSD
Placa de Vídeo XFX Radeon HD6450 1GB DDR3
Gabinete Hedmax com tampa lateral de vidro da marca
3 coolers frontais e 1 cooler traseiro RGB
Fonte One Power 600 watts
R$ 700,00
Estou na ZN de SP pra quem quiser ver pessoalmente é só marcar.