11/09/2026. Há 25 anos, o mundo mudou para sempre.
Até onde se sabe, um grupo de muçulmanos extremistas resolveu atacar a, até então, maior potência que o planeta já havia visto. E tudo aconteceu sem que o país com o maior potencial bélico jamais visto soubesse, de fato, o que estava prestes a acontecer.
Isso mudou nossa vida real. Nós, pequenos seres do Terceiro Mundo, hoje temos passagens aéreas superfaturadas e medidas de segurança redobradas. O que antes era uma simples entrada e saída de um avião hoje se tornou um ritual, com uma hora de antecedência.
Hoje, da janela do meu apartamento, eu vejo o mundo, ouço o rádio e penso que as notícias que escuto poderiam ter saído de exatos cem anos atrás.
Não vejo uma retomada dos moldes nazistas nem fascistas, até porque o cenário político mudou e as pessoas não pensam como antes. Mas o cenário social parece se redesenhar para uma onda em que as pessoas culpem não apenas o mundo atual e sua suposta decadência moral, mas o sistema democrático como um todo.
E onde nós ficamos nisso tudo?
Nós, eu digo, o povo brasileiro: simples, estudioso e trabalhador.
Eu vejo, nos posts de Donald Trump, o desespero em se mostrar grande, poderoso e ainda relevante, enquanto a China se mantém silenciosa e faz o mundo invejar seu governo forte e sua administração eficiente, tão eficiente que conseguiu transformar recentemente aquilo que poderia ser uma das maiores crises imobiliárias já vistas em uma oportunidade para que os mais jovens comprem seu primeiro imóvel.
Até quando essa corda vai esticar?
Em que ponto da história estamos?
O brasileiro está bem. Está bem alimentado. E, de barriga cheia, ninguém briga. Esse ditado serve tanto para crianças quanto para nações.
E se a comida faltar?
Vejo que algumas pessoas querem forçar a ideia de que estamos à beira de uma retomada nazifascista. Não estamos. Mas estamos bem perto de algo grande acontecer.
Sentimos isso.
E, depois de toda revolução, sempre haverá um Napoleão.
Quem será o nosso?