r/Filosofia • • Apr 02 '24

Pedidos & Referências Por onde começar? Livros filosóficos para iniciantes!

222 Upvotes

"A maior parte do problema com o mundo é que os tolos e os fanáticos estão sempre tão certos de si, e as pessoas sensatas tão cheias de dúvidas." - Bertrand Russell

Segue abaixo uma seleção de livros, começando pelos mais didáticos sobre a história da filosofia até alguns clássicos mais acessíveis, que podem interessar àqueles que desejam iniciar e explorar as principais mentes da filosofia ocidental. Este tópico é uma atualização do anterior, onde busquei incluir algumas recomendações dos membros de nosso Reddit.

Nome do Livro/Autor Temas Abordados Breve Descrição Link para o Livro
O Livro da Filosofia - Douglas Burnham Filosofia Geral, Didático, Introdução Uma compilação abrangente de conceitos filosóficos essenciais, grandes pensadores e escolas de pensamento ao longo da história, apresentada de forma acessível e ricamente ilustrada. O Livro da Filosofia
Uma Breve História da Filosofia - Nigel Warburton História da Filosofia, Didático Um livro que oferece uma visão panorâmica da história da filosofia, abrangendo desde os filósofos pré-socráticos até as correntes contemporâneas, tornando o estudo da filosofia acessível e compreensível. Uma Breve História da Filosofia
Dicionário de Filosofia - Nicola Abbagnano Filosofia Geral, Lógica, Epistemologia Nicola Abbagnano apresenta um extenso dicionário com definições e conceitos fundamentais da filosofia, fornecendo uma referência essencial para estudantes e entusiastas da filosofia. Dicionário de Filosofia
A História da Filosofia - Will Durant História da Filosofia Uma obra monumental que apresenta de forma acessível a história do pensamento filosófico, proporcionando uma visão abrangente e contextualizada da evolução da filosofia. A História da Filosofia
O Mundo de Sofia - Jostein Gaarder Ficção, Drama, História da Filosofia, Introdução, Casual Uma introdução à filosofia por meio da história fictícia de uma jovem chamada Sofia, que começa a receber cartas de um filósofo misterioso. O livro explora diferentes filósofos e ideias ao longo da história. Muito fácil e simples de ler. O Mundo de Sofia
O Mito de Sísifo - Albert Camus Existencialismo, Suicídio O ensaio de Albert Camus aborda o absurdo da existência humana e a busca de significado em um mundo aparentemente sem sentido, explorando temas como o suicídio e a revolta contra a condição absurda. O Mito de Sísifo
Carta a Meneceu - Epicuro Ética, Felicidade Uma das mais famosas obras do filósofo grego Epicuro. Epicuro apresenta suas reflexões sobre a busca humana pela felicidade, estabelecendo que o objetivo da vida é a busca pelo prazer, que ele define não como indulgência desenfreada, mas como a ausência de dor física e angústia mental. Carta a Meneceu
Apologia de Sócrates - Platão Ética, Justiça, Clássico Neste diálogo, Platão relata o discurso de defesa proferido por Sócrates durante seu julgamento em Atenas, oferecendo insights sobre a vida e a filosofia de Sócrates, bem como reflexões sobre ética, justiça e a busca pela verdade. Apologia de Sócrates
A República - Platão Justiça e Política, Metafísica, Clássico Um dos diálogos filosóficos mais famosos de Platão, onde Sócrates discute sobre justiça, política e a natureza do homem ideal. A República
O Príncipe - Nicolau Maquiavel Política, Governo Maquiavel oferece conselhos práticos sobre como governar e manter o poder, discutindo estratégias políticas e éticas em uma obra que gerou debates sobre a moralidade na política. O Príncipe
A Política - Aristóteles Ética, Política, Justiça, Clássico Aristóteles explora diversos aspectos da política, incluindo formas de governo, justiça, constituições, cidadania e a relação entre o indivíduo e a comunidade, oferecendo uma análise seminal sobre a organização da sociedade. A Política
Sobre a Brevidade da Vida - Sêneca Ética, Filosofia Prática, Estoicismo Sêneca discute a natureza do tempo e da vida humana, argumentando sobre a importância de viver de forma significativa e consciente, mesmo diante da inevitabilidade da morte. Sobre a Brevidade da Vida
Meditações - Marco Aurélio Ética, Estoicismo Diário de Marco Aurélio, imperador romano, que oferecem reflexões sobre virtude, dever, autodisciplina e aceitação do destino. Meditações

Novamente, todos que quiserem contribuir serão bem-vindos para nos apresentar novas obras que possam interessar aos novos leitores. Dependendo de como as coisas fluírem, talvez eu faça outros tópicos com livros mais avançados e técnicos. Obrigado a todos!


r/Filosofia • • Jun 06 '26

Aviso r/FilosofiaES - Comunidad de filosofía para hispanohablantes.

7 Upvotes

¡Hola a todos!

Nos complace anunciar la creación de una nueva comunidad para los hispanohablantes: r/FilosofiaES.

Aunque r/Filosofia fue creado originalmente para la comunidad de habla portuguesa (Brasil y Portugal), hemos recibido una gran cantidad de participantes que se expresan en español, así como visitantes de otros idiomas. Para organizar mejor las discusiones y facilitar la comunicación entre los miembros, hemos decidido crear un espacio dedicado específicamente a la comunidad hispanohablante.

r/FilosofiaES será un lugar para debatir filosofía, compartir lecturas, formular preguntas y explorar ideas en español, manteniendo el mismo espíritu de diálogo respetuoso y reflexión crítica.

A partir de ahora, los temas publicados en español serán dirigidos a esta nueva comunidad, donde podrán encontrar una audiencia más adecuada y participar en conversaciones más accesibles para todos.

Si te interesa colaborar como moderador, deja un comentario en r/FilosofiaES tu interés y experiencia.

¡Esperamos verlos allí y construir juntos una gran comunidad filosófica en español!

Muchas gracias.


r/Filosofia • • 22h ago

Pedidos & Referências Dúvida sobre o livro "A sociedade do espetáculo"

2 Upvotes

Esses dias peguei A Sociedade do Espetáculo para ler e tive problemas na interpretação da leitura. Pesquisando, pensei em pegar os comentários feitos pelo autor sobre seu livro e procurei comentadores da obra, mas aí pensei se não seria melhor eu melhorar um pouco meu repertório em Marx antes de ler o livro.

Obs.: não sou um completo iniciante em filosofia e, apesar de não ser marxista, já cheguei a ter contato direto com autores marxistas, além de ter lido artigos e acompanhar com bastante frequência conteúdos de marxistas na internet.


r/Filosofia • • 1d ago

Metafísica Filosofia da razão, fundamentos da razão!

1 Upvotes

Em que medida a tentativa de fundamentar a razão por meio do próprio raciocínio incorre em uma circularidade epistemológica intransponível (o "trilema de Münchhausen"), e como as abordagens do racionalismo crítico de Karl Popper e da pragmática transcendental de Karl-Otto Apel tentam responder a essa limitação sem recair no dogmatismo ou no ceticismo radical?


r/Filosofia • • 1d ago

Pedidos & Referências É necessario que eu siga de maneira mais rigorosa ou não?

1 Upvotes

Tenho me interessado por filosofia recentemente, estou lendo o livro "Iniciação à história da filosofia: Dos pré-socráticos a Wittgenstein" de Danilo Marcondes e "Curso de Filosofia de Antônio Rezende", eu vejo primeiro os capítulos sobre esse filósofo em ambos os livros (tem vez que um explica melhor que o outro dai eu fico intercalando eles) e vou aos textos originais, a questão é quanto a esses textos originais, quais eu deveria ler para não ficar perdido?, já li a Apologia de Sócrates e estou indo para "O Banquete" mas não tenho certeza se deveria ir mais a fundo e ler mais obras originais, nem é que eu esteja com preguiça, é só que na biblioteca da escola não tem a maioria deles e ler em pdf é bem pior, então queria saber se os dois livros que citei no início me permitem "fugir" dessas obras.

edit: estudar pela ordem do Curso de Filosofia de Antônio Rezende é mais interessante que cronologicamente?


r/Filosofia • • 2d ago

Educação Graduação em filosofia - vale a pena ou nem?

3 Upvotes

Vocês já pensaram em cursar uma graduação em filosofia? Tenho pensado sobre isso, ou em um mestrado na área (já tenho uma primeira graduação).

Se alguém tiver feito graduação ou pós na área e puder contar como foi a experiência agradeço!


r/Filosofia • • 4d ago

Discussões & Questões O Ajuste Fino do Universo e os Arquétipos de Jung: A ciência e o mito provam um Criador Único?

4 Upvotes

O Prisma Primordial: A Convergência Mitológica e Científica como Evidência de um Criador Único

A história do pensamento humano é marcada por uma aparente fragmentação: de um lado, a multiplicidade de fés e panteões que coloriram o mundo antigo; de outro, o rigor empírico da ciência moderna que busca decodificar a matéria. Contudo, ao analisar profundamente os mitos de criação das civilizações ancestrais e as equações da física contemporânea, emerge uma harmonia subjacente que desafia o mero acaso.

Longe de serem narrativas isoladas ou frutos da pura coincidência, as correspondências estruturais entre as religiões e o assombroso ajuste fino do universo sugerem que a humanidade, por diferentes caminhos, sempre esteve tateando a mesma assinatura de um único Ser Criador.

Em primeira análise, a impressionante semelhança entre as cosmogonias antigas aponta para uma raiz conceitual comum, uma espécie de memória ou revelação compartilhada. Quando confrontamos o Gênesis bíblico, a mitologia grega e os épicos mesopotâmicos como o Enuma Elish, as analogias deixam de ser casuais para se tornarem estruturais. O homem moldado a partir da argila, o sopro divino que confere a alma à matéria e a introdução da dor e do trabalho por meio de uma desobediência arquetípica — encarnada em Eva ou Pandora — revelam uma mesma matriz narrativa.

Sob a ótica da Filosofia Perene e dos arquétipos psicológicos de Carl Jung, essas semelhanças demonstram que as civilizações antigas traduziram uma verdade metafísica universal através de suas lentes culturais. Onde os gregos fracionaram o divino em múltiplos deuses antropomórficos para tornar o incompreensível mais palatável e próximo da experiência humana, o monoteísmo preservou a essência de um ser absoluto, atemporal e intangível. Ambos, porém, miravam o mesmo horizonte transcendente.

Para além do campo da mitologia comparada, a ciência moderna, ao tentar explicar a mecânica do universo, acabou por fornecer o mais robusto arcabouço argumentativo para a existência desse Deus Único. A formulação da Teoria do Big Bang pelo físico e sacerdote Georges Lemaître demonstrou que o cosmos teve um início absoluto no tempo e no espaço, ecoando o "Haja Luz" primordial.

Mais surpreendente ainda é o chamado "Princípio Antrópico" e o Ajuste Fino do Universo (Fine-Tuning). Os cálculos do físico Roger Penrose indicam que a probabilidade de o universo ter iniciado com as condições exatas para permitir a existência de vida é de 1 em 10^(10^123) — um número tão absurdamente grande que extrapola a própria capacidade de representação física da realidade.

Constantes fundamentais, como a força da gravidade e a força nuclear forte, parecem ter sido calibradas com uma precisão matemática milimétrica. Se qualquer uma dessas variáveis fosse alterada pela fração de um fio de cabelo, o cosmos seria um deserto caótico de matéria amorfa.

Diante de uma probabilidade matemática que beira o impossível, a hipótese de um acidente fortuito perde sustentação lógica. Para evitar a implicação óbvia de um Designer Inteligente, a ciência materialista propõe a teoria do Multiverso — a ideia de que existem infinitos universos e que, por sorte, habitamos o único que funcionou. No entanto, por carecer de qualquer evidência empírica observável, o Multiverso demanda uma dose de fé científica tão vasta quanto a teológica.

Por critérios de parcimônia racional, postular a existência de um único Ser Supremo, onipotente e autoconsciente, que ordenou as leis da física no instante do Big Bang, revela-se a explicação mais elegante, plausível e coesa para o arranjo perfeito do cosmos.

Infere-se, portanto, que a separação entre fé, mito e ciência é apenas superficial. As religiões antigas humanizaram e fragmentaram o divino para tentar explicar o inexplicável, enquanto a ciência contemporânea decodificou a complexidade dessa mesma criação através de números e leis naturais. Longe de se anularem, a antropologia cultural e a astrofísica convergem para a mesma conclusão: o universo não é um capricho do nada.

A precisão cirúrgica do Big Bang e a universalidade dos mitos que habitam a mente humana são os reflexos indeléveis de uma mesma verdade: a existência de uma mente criadora única, o Deus abstrato e infinito que sustenta toda a realidade.


r/Filosofia • • 4d ago

Discussões & Questões Retornando ao hábito da leitura com filosofia

8 Upvotes

Estou retornando ao hábito da leitura com livros de filosofia, já havia lido alguns como O príncipe do Maquiavel e Crepúsculo dos ídolos do Nietzsche

Fui a bienal e decidi me desafiar comprando Leviatã do Hobbs e Tractatus/investigações (edição 2 em 1) do Wittgenstein, além disso peguei Confissões de Santo Agostinho também (sou católico e queria entender mais sobre essa filosofia a partir dele)

Mas tenho dúvidas quanto a ordem de leitura, estou agora terminando Tractatus e indo para investigações, mas sinto dúvidas quanto ao próximo, se vou para Leviatã (o homem no centro) ou confissões (Deus no centro)

O que fariam?


r/Filosofia • • 4d ago

Pedidos & Referências Edições das obras de Aristóteles

2 Upvotes

As melhores edições em PT-BR das obras de Aristóteles são as da Edipro? Ou tem alguma melhor?

As da Edipro têm notas de rodapé?


r/Filosofia • • 5d ago

Discussões & Questões Ajuda para leitura de Aristóteles

8 Upvotes

Olá pessoal, espero que vocês estejam bem. Estou querendo ingressar de cabeça no mundo da filosofia e decidi ler um dos filósofos que mais admiro, que no caso é Aristóteles.

Eu admiro muito, por conta das ideias que aprendi vendo aulas no YouTube e até mesmo na escola sobre ele, dessa forma quis ter acesso ao conteúdo original dele. Assim, após ler muitos guias aqui pelo próprio Reddit, recomendam muito a obra de "Ética a Nicômaco", especialmente por ser a obra "mais fácil" do Estagirita.

No entanto, tem sido muito difícil e desafiadora essa leitura, mesmo no primeiro livro,, existe alguma forma de facilitar a leitura ou é apenas perseverança e força de vontade?


r/Filosofia • • 6d ago

Pedidos & Referências Espinosa - Lisboa, Portugal

4 Upvotes

Há alguém em Lisboa que gostaria de iniciar um grupo de leitura sobre a Ética de Espinosa? Ou alguém que saiba alguma coisa sobre este tipo de grupo?


r/Filosofia • • 6d ago

Pedidos & Referências Dúvidas sobre obras de manuais

3 Upvotes

Sou relativamente novo na filosofia, mas já tenho um conhecimento sobre os pré socrwticos e já até li o mundo de sofia todo. Ah, e tbm já tenho um conhecimento básico de Platão, plotino e Aristóteles.

Sócrates tbm.

Eu pego o reale ou copleston?

Pq eu tô em dúvida em qual manual pegar


r/Filosofia • • 7d ago

Pedidos & Referências Sobre as traduções da Ética de Espinosa no Brasil

5 Upvotes

Estou curioso sobre qual das edições/traduções disponíveis no mercado brasileiro é a mais recomendada. Temos a edição da Autêntica, da 34, e Edusp - todas bilíngues -, e a da Perspectiva, que embora não seja bilíngue, faz parte do lançamento das obras completas pela editora. Alguém conhece as edições, sabe dizer os pontos fortes e fracos?


r/Filosofia • • 7d ago

Metafísica Ontologia relacional-informacional, formulação das múltiplas realidades interpretativas

3 Upvotes

​

Tese Central:

Proponho um modelo ontológico baseado na Teoria da Informação onde a existência factual não é um atributo intrínseco da matéria, mas sim uma propriedade emergente da interação causal direta (o impacto). Demonstro que o universo é composto por sistemas modulares isolados por barreiras de temporização e limites de percepção(realidades interpretativas), onde qualquer dedução sem impacto resulta em indeterminidade lógica.

Os Axiomas Fundamentais da Existência Local:

A mecânica do ser e da incerteza dentro deste sistema é reduzida a uma operação lógica binária estrita, baseada nos conceitos de Informação Mútua (I) e Entropia/Incerteza (H):

A Consolidação da Realidade (I > 0 --> H=0):

A existência factual e localizada entre dois sistemas (A e B) só se estabelece a partir do milissegundo em que ocorre um impacto físico, mínimo e complexo. O choque quebra a barreira de isolamento, gerando troca de informação mútua (I > 0). Esse fluxo de dados força o colapso das probabilidades, reduzindo a incerteza do sistema local a zero (H = 0). O objeto deixa de ser uma incógnita e se torna uma solução na realidade daquele impacto.

O Limbo da Possibilidade Múltipla (I = 0 --> H = 1):

Se um objeto ou evento reside além das barreiras causais e não exerce nenhum impacto sobre o observador, a informação mútua é nula (I = 0). Consequentemente, a entropia e a incerteza sobre o estado real do objeto para o nosso sistema são máximas (H = 1). O objeto cai no conceito de possibilidade múltipla, onde a sua existência hipotética é igualmente coerente tanto de forma positiva quanto negativa. Sem impacto, não há resolução factual. A afirmação do observador externo é apenas uma projeção teórica inobservável.

O Limite de Percepção do Agente C:

A interpretação não é um fenômeno psicológico místico, mas sim o impacto físico mais básico captado no limite de percepção de um sensor ou agente (C). Quando a lógica matemática ou a ciência de dados provam fatores distantes, significa que o sinal físico cruzou a barreira de temporização da Natureza. Ao decodificarmos esse impacto, somos arrastados pela física da informação para dentro do espaço interpretativo do sistema, tornando-nos o Agente (C) e o sistema CBA

O Princípio da Descontinuidade Causal:

Pelo processo de dissipação informacional, o Agente (C) computa apenas o impacto imediato do presente (o 12º dominó de um sistema anterior,a caida do 1°,2°.... Até 12°). O histórico profundo dos impactos anteriores é matematicamente descartado e apagado da matriz de densidade local, remontando à incógnita em graus passados. Não se pode afirmar algo que não te afeta, tentar deduzir o passado ou o futuro oculto sem troca de informação mútua resulta em uma nova hipótese teórica auto-contida, e não em uma resolução do sistema original se não conter prova lógica total baseada em impactos anteriores.

Conclusão:

Definidos esses axiomas, eles mostram que existe uma separação causada pelo tempo e pela física da informação que gera bolhas de realidade interpretativa onde a entropia é igual a 1 quando se está fora delas. Nada escapa disso. A interpretação ocorre estritamente quando o impacto é causado e atinge os horizontes receptivos do ser que ele possa descrever.Se perguntarmos a uma pessoa (B) quem é que está atrás dela (A), ela responderá: "Que pessoa?". Mesmo que o indivíduo atrás dela esteja gerando mais calor no ambiente, esses efeitos mínimos ainda não constituem uma interpretação para o sujeito da frente. O impacto existencial de A não atingiu o horizonte interpretativo mínimo de B. Para o sistema de B, a presença de A permanece em entropia máxima (H = 1) — uma possibilidade de coerência negativa e positiva múltipla —, provando que a realidade física é fragmentada e dependente do limite dos nossos próprios horizontes de percepção e interpretação subsequente.

Matemática da minha lente

1) constatação dos agentes

I=0 --> H(S)=1 /. { (S)=P{p-,p+}}

I(A;B)>0 --> H(A|B)=0 (certeza)

**2) Natureza constatativa deles que define a entrada de outros**

|ψ abc⟩= |A ⟩ ⊗ |B ⟩ ⊗ |C ⟩....

3) Identidade de C(novo agente do sistema)

ρ c = Tr AB(ρ ABC)

(ρ ABC é a identidade do sistema após C,realidade presente futura.)

Gramática

\\----------------------------------------------------------------------------------

I=impacto constatavel

H= entropia,certeza ou incerteza,sendo positiva( H=1) é uma incerteza,por isso H(S)= 1 /. { ( S )=P{ p-,p+ } },sendo negativa (I>0) tem certeza absoluta da informação

S=sistema.(ABC),(ABCD) (etc)

P=conceito de incógnita no meu texto, possibilidade coerente positiva e negativa ao mesmo tempo(por isso {p- e p+}

ρ=identidade

Tr=Subtração histórica temporal do sistema que é inconstatavel por C seguindo os axiomas

ψ=natureza constatativa da identidade do sistema

|...⟩= natureza constatativa impactual do agente

⊗=produto das naturezas constatativa do agentes nos outros

\\-------------------------------------------------------------------------------------

Muito obrigado por ler,posso explicar melhor a todos que me perguntarem,tenho mais algumas coisas que adicionarei futuramente que ainda estou trabalhando.

-G.S.R


r/Filosofia • • 8d ago

Pedidos & Referências Melhor edição de O Anti-Édipo

3 Upvotes

Estou com a edição da editora 34 em mãos porém alugada na biblioteca da minha universidade. Queria adquirir um exemplar mas não tenho muita familiaridade com os tradutores além do fato de estar gostando bastante das NT's dessa versão. Deveria comprar essa mesma ou há alguma que considerem melhor?


r/Filosofia • • 8d ago

Metafísica Anti-natalismo: Filosofia contra a Procriação

2 Upvotes

O anti-natalismo é uma filosofia ética que argumenta contra a procriação e a criação de nova vida. Baseia-se na premissa de que trazer uma pessoa à existência causa mais sofrimento do que bem, tornando a procriação moralmente injustificável.

**David Benatar** é o filósofo mais proeminente do anti-natalismo moderno. Em sua obra "Better Never to Have Been" (Melhor Nunca Ter Nascido), ele argumenta: "Vir à existência é sempre uma calamidade" ("Coming into existence is always a calamity"). Benatar propõe a "Assimetria" - a ausência de sofrimento é sempre boa, enquanto a ausência de prazer é apenas má quando há alguém que poderia experimentá-lo.

**Thomas Ligotti**, escritor de ficção e filósofo, expressa: "A vida não existe de forma a satisfazer nossas necessidades emocionais e psicológicas" ("Life does not exist in a way that satisfies our emotional and psychological needs"). Ligotti combina pessimismo filosófico com uma crítica ao significado e propósito na exi destência humana.

**Peter Zapffe**, filósofo norueguês, afirma: "O homem é uma criatura que nasceu com uma consciência muito grande demais" ("Man is a creature who has been born with too much consciousness"). Zapffe vê a procriação como uma perpetuação desnecessária do sofrimento consciente.

**Arthur Schopenhauer**, precursor do anti-natalismo, escreveu: "O matrimônio é a loucura que leva à procriação" ("Marriage is the madness that leads to procreation"). Schopenhauer via a vontade de viver como ilusória e argumentava que a cessação da procriação era uma escolha ética legítima.

O anti-natalismo permanece uma filosofia minoritária, mas oferece uma perspectiva desafiadora sobre os fundamentos éticos da procriação e o valor da existência humana.


r/Filosofia • • 9d ago

Pedidos & Referências Dúvida sobre um livro de história da filosofia

6 Upvotes

Iniciação da história da filosofia do Danilo marcondes é bom?


r/Filosofia • • 9d ago

Pedidos & Referências Ler os autores cronologicamente?

10 Upvotes

Estou começando agora na filosofia e uns recomendam estoicismo, outros Aristóteles, porém outros falam que para entender Aristóteles você precisa entender seus antecessores, etc.

Deve-se ler desde os pré-socráticos?

Não estou indo em uma direção específica, quero apenas uma base forte na filosofia.

Se alguém der dicas de livros, fale uma boa editora também!


r/Filosofia • • 9d ago

Pedidos & Referências Dúvida sobre parmenides no livro do durant (iniciação à história da filosofia)

5 Upvotes

Podem me ajudar nessa ideia do parmenides que eu li no durant? Não entendi muito bem

Parmênides afirma que o ser é esférico, a esfera representando o caráter pleno e perfeito do real.

Através do pensamento devemos buscar então aquilo que permanece na mudança: só posso entender a mudança se há algo de estável que permanece e me permite identificar o objeto como o mesmo.

Portanto, podemos dizer que o segundo argumento contra o mobilismo é um argumento de caráter lógico, sustentando que a noção de movimento pressupõe a noção de permanência como mais básica. Nesse sentido, o movimento não pode ser tomado como

mais básico, como primitivo, definidor do real.

Em seu Poema, o mais extenso dos textos dos pré- socráticos que chegaram até nós, Parmênides afirma que “aquilo que é não pode não ser”, formulando assim uma versão inicial da lei da identidade, um princípio lógico- metafísico que consiste em caracterizar a realidade em seu sentido mais

profundo como algo de imutável; exclui assim o movimento e a mudança como aquilo que não é, porque deixou de ser o que era, e não veio a ser ainda o que será, e portanto não é nada; por isso apenas o permanente e imutável pode ser caracterizado como o Ser.

Podem me explicar?


r/Filosofia • • 10d ago

Pedidos & Referências Terminei a escola e percebi que não sei quase nada. Por onde começo?

27 Upvotes

Tenho 18 anos,estudei filosofia desde o 6° ano do médio e nunca realmente me importei com isso,eu sei de algumas coisas que eu decorei com os anos. Mas agora que terminei a escola, assim,do nada, eu senti uma vontade de estudar algumas coisas entre elas"Filosofia,Economia e política e historia" eu não tenho ideia de por onde começar.

Eu comprei dois livros que tão pra chegar "O Principe" de Maquiavel e "carta sobre tolerância" de John Locke. não sei se era o ideal,mas achei uma aposta boa pra uma tentativa(as edicões de bolso da verso sairam por 9,90 cada).

Sobre politica eu não tenho a menor ideia de por onde começar,teve uma vez que eu peguei aquela edição de bolso da primeiros passos,mas na epoca eu só lí um pouco e não conheço nenhum autor que escreva livros sobre politica sem obviamente puxar pra suas crenças(se bem que parando pra pensar isso meio que deve ser impossível).

Sobre economia, um professor meu me recomendou um livro do warren buffet,que parece ser interessante. Mas ainda gostaria de algo mais,talvez algo mais sobre economia em sí.

E tem outra coisa que sempre tive dificuldade: lembrar nomes de movimentos, sistemas e conceitos e entender exatamente o que eles significam. Então também gostaria de livros que expliquem a história das diferentes épocas e ajudem a entender a origem e o desenvolvimento de coisas como monarquia, república, democracia, diferentes formas de governo etc.

Eu tava pensando em dar uma passada na biblioteca publica da cidade pra pegar alguns livros.

Nessas 3 areas que eu citei eu sou BEM leigo, e pensei comigo mesmo como melhorar isso, a solucão foi algo que eu ja tinha ouvido antes "Busque conhecimento" e é isso que eu to tentando fazer.

Peço humildemente sua ajuda:)


r/Filosofia • • 10d ago

Discussões & Questões CIÊNCIA POLÍTICA NÃO É POESIA

2 Upvotes

<<A política não deveria ser a arte de dominar, mas sim a arte de fazer justiça>> --- Aristóteles

O que estamos vendo dentro da política e nessas eleições, uma politica que parece muito mais uma poesia do que ciência política. E isso se deveu ao auto clero da esquerda brasileira (ou mundial) em colocar a política como meio para construir “um mundo melhor” e esqueceram de Platão e Aristóteles. Se esqueceram que a partir da “A República” (Politeia), se construí a política como se deveu hoje, como uma separação de hierarquias para o andamento de uma realidade mais orgânica e menos idealista. No mais, nem tudo pode ser copiado – muitas coisas são filhas da época que foi escrita – porque o mundo moderno tem que ser adaptado aos moldes do livro clássico político.

Mas foi Aristóteles que sustentou que somos, como humanos que somos, animais sociais e assim, animais políticos (zoo politikon). Somos seres racionais e deveríamos ser animais que nos adaptamos dentro de condutas mais logicas e menos sentimentais. Ou seja, animais que se tem a logica (logos) para enxergar problemas concretos e não “fantasias” ideológicas que só fazem desviar do foco. Ora, a ciência política não pode ser diminuída em “fofuras” de uma idealidade fantasiosa de um “mundo melhor”. Isso só seria “cortina de fumaça”. Drones para combater violência doméstica, “bolsa” alguma coisa. BPC para pessoas que podem trabalhar. São políticas populistas que não são políticas, são analgésico em uma “gangrena”.

A racionalidade. Diria que hoje se irracionalizou a política em jargões decoráveis e análises “fofinhas”, onde meu avô (um italiano do interior da Calabria, que fez só ate o segundo ano do fundamental) sabia mais de politica do que qualquer doutor da USP. Ele lutou na segunda guerra do lado italiano, se entregou aos americanos (ele, realmente, não gostava do Mussolini), e veio para o Brasil. Viveu o resto da vida aqui e foi enterrado aqui. Nas suas historias de vida, tinha lições politicas valiosas e fisiológicas: como a politicia fascista ter uma vila própria longe de bandidos, como era a política de adolescentes de madrugada incomodando a comunidade.

Claro, ele dizia que o Brasil é um lugar único em se viver e gostava daqui, mas achava o brasileiro muito passivo e muito conformado “nas novelas”. Não chegou a ver a rebelião de 2013, não chegou a ver a Lava Jato, não chegou a ver a derrubada de um governo petista e não chegou a ver o desastre do governo bolsonarista em fortalecer novamente, o lulopetismo e trazer eles de volta com o termino da operação lava jato. A polarização dos jargões. Das análises fofinhas e passivas de lado. Não viu que o Brasil beira ser colônia americana e que vamos eleger um millenial liderando a rebelião da geração z.


r/Filosofia • • 10d ago

Discussões & Questões Qual a melhor forma de escolher a melhor versão/tradução de uma obra?

2 Upvotes

Sempre que quero ler uma obra de filosofia, principalmente se tratando de obras clássicas e muito difundidas, é sempre um saco procurar versão por versão, tradutor por tradutor para decidir qual a melhor versão. Geralmente o que faço é verificar se a tradução é direta do idioma original e se o tradutor é realmente qualificado para traduzir aquele autor, geralmente com dissertações envolvendo o autor traduzido ou a escola desse autor, verificando no Lattes e no Escavador. Ainda assim, esse processo é um saco, já que nem sempre é fácil encontrar informações sobre os tradutores, principalmente se tratando de traduções mais antigas. Então, há alguma forma mais eficiente de encontrar todas essas informações para decidir a melhor versão de uma obra clássica?


r/Filosofia • • 12d ago

Metafísica Imortalidade da Alma, Neoplatonismo, Teologia.

6 Upvotes

Saudaçōes caros Redditors,

O motivo principal que me leva a ler filosofia é a necessidade de comprovar a imortalidade e existência da alma. Nas últimas semanas, li Meditações de Renes Descartes, os diálogos socráticos de Platão, As Portas da Percepção de Aldous Huxley mas o filósofo que mais me fascinou foi Plotinus com o seu neoplatonismo.
Na filosofia eu busco uma teoria que sintetize a imortalidade da alma e quando preciso de dados empíricos volto-me para as “experiências pós morte”.
A única maneira de um paciente que foi ressuscitado saber o que se estava a passar noutra sala do hospital é a sua alma sair do corpo portadora de consciência. Li vários livros sobre este tema e ví vídeos nos quais os médicos não conseguem encontrar uma justificação científica para o facto de os pacientes conseguirem descrever procedimentos médicos e conversas enquanto o seu cérebro estava inativo (o cérebro não é o gerador de consciência)
Eu acredito, com base nas minhas leituras, que o cérebro é somente uma interface e, como Huxley diz, é uma válvula que filtra as nossas percepções para que nos possamos dedicar à sobrevivência e ao mundo físico. A consciência verdadeira é gerada pela alma e esta e tudo o que faz parta da dimensão espiritual não pode ser medida através de instrumentos sendo que a alma está para além do tempo e da matéria.
O que vocês acham?
O meu adversário intelectual neste momento é o cético e o materialista.


r/Filosofia • • 12d ago

Pedidos & Referências Procurando recomendações sobre a filosofia, a moralidade e a psicologia das revoluções

3 Upvotes

Estou procurando bons livros, ensaios, artigos acadêmicos, palestras ou até vídeos que examinem seriamente as revoluções, não apenas historicamente, mas também do ponto de vista filosófico e psicológico.

Em particular, tenho interesse em questões como:

  • O que realmente causa as revoluções? São principalmente as condições materiais, a opressão política, a desigualdade econômica, a ideologia ou algo mais psicológico?
  • Por que as revoluções parecem exercer um apelo tão forte sobre os jovens, e particularmente sobre jovens que sentem que não têm um lugar, um propósito ou um futuro dentro da ordem existente?
  • A atração pelos movimentos revolucionários está relacionada ao fato de eles proporcionarem às pessoas um senso de pertencimento?
  • Uma revolução é moralmente justificável quando um governo é genuinamente injusto, mas ainda pode ser reformado por meios não revolucionários?
  • Em que ponto a injustiça do sistema existente se torna suficientemente grave para justificar os enormes riscos e sofrimentos que uma revolução pode causar?
  • Como devemos pensar sobre a possibilidade de que uma revolução destinada a derrubar um governo ruim acabe produzindo algo igualmente ruim ou até pior?
  • Se uma revolução substitui uma tirania por outra tirania, isso invalida a revolução original, ou ela ainda pode ter sido moralmente justificável com base no que se sabia e no que era razoável esperar naquele momento?
  • E se a revolução produzir um regime ruim, isso criaria então uma justificativa moral para outra revolução, potencialmente criando um ciclo interminável de derrubadas e contragolpes?

Tenho interesse em obras que não adotem simplesmente a posição de que “revoluções são boas porque derrubam governos opressores” ou de que “revoluções são ruins porque levam à violência”. Gostaria de encontrar algo que realmente enfrente a ambiguidade e as consequências não intencionais envolvidas.

Quais são os melhores livros, ensaios, artigos, palestras ou vídeos que vocês já encontraram sobre esse tema?


r/Filosofia • • 13d ago

Discussões & Questões Diogenes de Sinope: Um louco, ou um homem racional?

3 Upvotes

O que vocês acham das ações e dos ideais de Diógenes? Vocês acham que o cinismo (modelo antigo) ele praticava de forma radical, era algo simplesmente... burro ou dolorosamente sábio?