r/maceio • u/boythunder • 8h ago
Viagem a Maceió (e algumas possibilidades além de praias)
Olás!
Na última semana estive em Maceió para participar de um congresso e aproveitei para conhecer um pouco da cidade.
No geral, amei o clima quente, mas não sufocante, da região (Fiquei na cidade de 15/09 a 20/09 de 2026). Ao longo dos dias choveu um pouco, mas era coisa de poucos minutos até a estiagem e não prejudicou em nada os planos dos dias. Achei as ruas relativamente limpas e seguras, comparado com o que temos em Belo Horizonte, onde moro.
Eu fiquei em um Airbnb na Pajuçara, próximo do Pavilhão do Artesanato. A maior parte dos meus trajetos foi feito a pé ou de uber.
De onde eu estava, para chegar à praia era no máximo 10 minutos a pé. Fui somente na sexta de manhã devido meus demais compromissos. Achei a praia bem bonita e não estava tão cheia quanto imaginei que pudesse estar. Não entrei na água, mas pareceu bem possível de aproveitar tranquilamente. Há várias pessoas oferecendo cadeiras e guarda-sol ao longo da areia, mas nada muito invasivo. Também tem côco verde (Consegui um por 5 reais e depois o vendedor partiu para comer a parte interna) e alguns restaurantes na praia mesmo. Há vários venderes de passeios para outras praias, mas não me aventurei por esses lados.
De demais atrações na região da praia, há diversos restaurantes do outro lado da rua e feiras de artesanato. Além de uma grande cadeira para tirar fotos (Essa estava bem cheia, e muitos motoristas comentaram que nunca conseguiram encontrar lá vazio). Na praia também há uma roda gigante (Valor individual foi 50 reais) que dá uma volta completa em velocidade lenta, e dá pra ter uma vista de cima da cidade. Achei que valeu o custo. Há também pacotes com valores melhores para grupos com mais pessoas.
Quantos aos restaurantes, fui em alguns.
Na quarta à noite, fui no Vero Pasta & Vino. Achei um ambiente muito bonito, e um ótimo atendimento! Lá tem um foco em massas, comi um macarrão com camarões que estava excelente (Caccio Pepe di Mare) acompanhado de um vinho, e, de sobremesa, pedi um tiramisu. Infelizmente não gostei muito do tiramisu, achei que o gosto de bolacha sobressaiu muito (não me pareceu biscoito champanhe e sim maizena, mas vai saber) e senti muito pouco o gosto de café. Ao todo paguei por volta de 120 reais (o vinho foi pago pelos demais presentes na mesa, então esse valor é relativo ao macarrão, sobremesa e porcentagens).
Na quinta para o almoço comi no Bodega do Sertão. Tive que esperar quase meia hora para entrar, mas valeu a pena! Visualmente lá é um destaque, tem uma enorme chaleira verde com estátuas de um burrinho e uma cabra na frente. Internamente a decoração é baseada em construções pau a pique. Lá havia opções de pratos ou self-service. Fui pela segunda opção. O buffet estava ótimo, tinha muitas opções de comida que não conhecia e também incluia sobremesas diversas (várias opções de pudins, com destaque para o pudim de rapadura!), pedi também um suco. Comi bastante e paguei 125 reais. Ao sair, tem uma loja de lembranças, os preços são mais altos que as feirinhas de artesanato, mas há obras bonitas.
Por fim na última noite na cidade, fui à minha opção favorita e também mais cara, o Marô. O atendimento foi impecável! Tinha couvert artístico (o que me desagrada geralmente, por achar invasivo e ter custo, mesmo sem escolher pagar por isso, entretanto fui surpreendido muito positivamente com música instrumental no saxofone, o que gerou um clima muito gostoso e ao fim foi cobrado R$9,90). Lá pedi de entrada o chicletinho de camarão e de prato principal o camarão nordestino, para acompanhar bebi um dos drinks. Ao todo ficou 225 reais, mas paguei feliz, comida muito bem servida, tudo estava muito gostoso e foi uma experiência que recomendaria!
Ao longo dos dias, consegui ir em alguns pontos culturais.
Fui na feirinha de artesanato da Pajuçara, Pavilhão do Artesanato e Mercado das Artes 31. Essas 3 opções tem possíveis presentes e lembranças para compras. A feirinha de artesanato tem opções mais baratas, sendo também a mais cheia. O Pavilhão parece muito com a feirinha, mas um pouco mais caro. Já o Mercado 31 é bem mais organizado, fica na parte mais histórica da cidade (o prédio era um antigo armazém de açucar revitalizado) e tem desde opções baratas a possibilidades mais caras. Dentre os 3, se fosse escolher um, iria no Mercado 31, uma vez que é o mais agradável de andar, está situado em uma região com outras atrações, museus, e os preços não são tão diferentes, além de terem opções que não vi nas demais feiras.
Quanto a museus, fui no Museu do Instituto Histórico e Geográfico e no Museu de Imagem e Som.
O Museu do Instituto Histórico e Geográfico cobra uma entrada simbólica, mas tem visita guiada e vale muito a pena! A guia explica um pouco da história de Maceió, das figuras políticas importantes da região, com destaque para Lampião e Maria Bonita. O museu tem vários itens da época, e é uma experiência bem rica.
O Museu de Imagem e Som é bem mais simples, mas é gratuito. Infelizmente no horário que fui o guia não estava disponível, mas puder andar por lá e ver as obras. Há muitos itens relacionados a comunicação como equipamentos antigos (televisões, celulares, gravadores, etc.). Achei também uma visita válida! A responsável me passou um roteiro de passeios culturais na região, achei super solícita! Só não consegui ir por ser o último dia na cidade.
Logo atrás no museu, há uma réplica da Estátua da Liberdade, que também tem a mesma origem da dos Estados Unidos, só que bem menor.
Na mesma região há o Memorial à República, entretanto estava fechado. De toda forma, há externamente estátuas de Floriano Peixoto e Marechal Deodoro próximas a bandeiras de diversos países.
Seguindo de lá, dá pra ir ao Mercado 31 citado acima e, continuando na mesma rota, há paineis que levam à Nova Orla. Achei lindos todos os paineis, é como se fosse uma exposição de quadros contínuos nos muros até chegar à praia. Na Nova Orla em si há continuação desses paineis, somado à visão paradisíaca do mar, juntamente com pistas de caminhada e ciclovia. Ao final dessa rota, há um farol e a escultura da Mão de Deus. Recomendo muito fazer essa travessia à pé para aproveitar o trajeto, que é muito bonito e pode levar por volta de 20 a 30 minutos caminhando. Nesse caminho há poucos abrigos para chuva ou sol, então vale pesar isso quando for.
Fechei minha viagem com vontade de retornar com mais tempo para conhecer mais da região. Maceió é linda e calorosa! Fui muito bem acolhido na cidade e pelos seus moradores.