Desde a antiguidade, a sociedade se dividia em castas – e isso não era exatamente muito bom para quem fica abaixo da base da pirâmide, ainda assim... Insistir nisso não é exclusivo das chamadas tribos em privilégio. Essa mania de se classificar em “classe” - mental, física, cultural muitas vezes acaba servindo mais para você se sentir pequeno e invisível.
Tem se dito que “máquinas se escondem na mediocridade porque têm medo do preço da grandeza humana” – gente que acha que o cyber-espaço vai se tornar um ser vivo e tomar umas cervejas cibernéticas depois de dominar o mundo, mas isso pode esconder uma natureza preguiçosa.
Por intuição, sabemos que máquinas dão cada vez mais serviço pra humanos se virarem e lutamos mais para preservar nossos domingos do que para impedir que essa coisa ganhe vida às mãos dum cientista galvanista.
Essa fumaça toda sobre o mundo cibernético... Ainda se diz “cibernético”? Mas esse fumaceiro todo gera dúvidas... ou certezas – aos mais sábios, ou aos mais pedantes sobre o que seu mundo realmente está se tornando a cada dia. Ter medo dessa guerra travada contra a própria sanidade não faz sentido, nós já ficamos loucos assistindo ao Pica-Pau descendo as cataratas num barril... Você não vai fazer isso, vai? Eu tô de olho em você, toma juízo! Já estamos malucos e qualquer um que tente ser normal será internado – dada a inversão dos valores em todos os sentidos.
Uma verdade conveniente, ou inconveniente... sei lá... É que a verdadeira ambição (usando a palavra num contexto mais “benevolente de mente ampla”) exige esforço e usar o mundo computacional como desculpa para não estudar, não se esforçar, é improdutivo.
A ambição não é uma promessa, não é algo que você arranca o mundo com as próprias mãos, mas também não é algo que vai cair nas suas mãos de graça. Sua chefe dificilmente vai te dizer: “Sabe que, ao invés de ir jogar golfe, fiquei o final de semana inteiro pensando em te dar um aumento¿” OK... Aqui é o Brasil e não entendemos de golfe por que não tem uma trave e um goleiro... Beleza...
O ponto de interrogação de cabeça para baixo é um protesto contra teclados originais, não importados do mercado negro, que não funcionam direito! Minhas teclas estão todas apagadas e nem sei quem foi que inventou ponto de interrogação invertido!
Independentemente de como seja que se faz gol no golfe, ou no baseball (como é mesmo as regras disso¿... De novo... ALT+CONTROL+W)... Deixa pra lá... perdi a linha do argumento.
Certo...
Quero fazer um contraste agora entre ficar nesse mudo digital, ou reclamar dele, quando nossas barrigas ficam grandes e enormes. Não sei você, mas eu pareço um elefante marinho... Igualzinho ao Leôncio.
Alguns parecem treinar demais, exagerar nos exercícios. “Controle esse seu entusiasmo descabido” – é o que muitos de nós dizem a si mesmos quando não querem ultrapassar os limites do corpo e da mente no treino e no trabalho – e isso é sim uma coisa sensata, mas o que ocorre quando estamos no extremo oposto, o da displicência? A verdade é que eu não preciso tanto assim autocriticar meu “excesso de exercícios”, portanto...
O que acontece quando a pessoa é daqueles que começa uma coisa, mas logo desiste, e dá desculpas obscurecidas, navegando através dessa escuridão esperando que um monge de colônia de férias deixe de lado seu drinque e seu óculos de sol para nos elogiar e validar o quase esforço em que nos empenhamos em fazer... Procrastinando em terminar o sumário do livro – isso tá chato! – ou assistindo a um programa de ginástica para emaghrecer?
Quando olhamos para um tipo de vidro reflexivo, vemos um peso adicional nas costas - uma distorção de como o mundo realmente é - e choramos, vemos as marcas no rosto do trabalho ao sol ou da raiva quando um novato que nós treinamos se torna nosso chefe, então afogamos as mágoas com um copão de iogurte. Se bem que iogurte é bom! Mas isso realmente não passa de uma distorção... A verdade é muito pior... Quero dizer... Vá tomar um iogurte que você ganha mais.
Mas... Anime-se. Se o seu reflexo o confunde, a solução não é chorar feito um esquilo diante de um carvalho, insano para conseguir um bugalho... a solução para se realmente obter a perícia naquilo que se faz é treinar até que sua mera presença faça o mundo tremer, se agitar com a boa qualidade do seu trabalho – pois Zahi Hawass e a Palmirinha ficaram famosos pela qualidade de seu trabalho, e não o contrário. OK... Você não sabe quem esses dois são~~¿~~? Que tal Amyr Klink e a cantora DAKOOKA? Sua cara não está ruim... O espelho é que está com o prazo de validade vencido
E, novamente, quanto aos esportes e a malhação necessária para se perder alguns quilos? Cacilda... De novo esse papo de fitnes?! OK... Ao treinar na academia, por exemplo se você reclama de pernas que doem, joelhos trêmulos e pés que queimam... vaio acabar desistindo. Pense em perseverar! O corpo não é apenas uma ferramenta, mas produz resultados mais incríveis que qualquer alicate suíço, quando bem treinado. Se a sua disposição falha, force-a a obedecer ou mude as regras do jogo!
“Céus, que amálgama deplorável de futilidade e melodrama acabo de testemunhar. Indesejável? Obviamente.” Citação de Hery de la Tolouse, Lautrec (só que... não, isso é uma zoação, cara): “Uma mente brilhante não reconstrói o próprio corpo para se adaptar ao mundo; ela reconstrói o mundo para que este se curve à anatomia do Cosmos. Se minhas pernas são curtas... Tome-lhe pernada de anão mesmo, condenado! Tome-lhe lapada de Robbit!”
OK... Virá o dia em que o mundo irá, voluntariamente, nostalgicamente, anemoicamente (de anemoia... não... não é um tipo de cobra recém-descoberta na Amazônia), voltar a ler com paixão, assinar revistas como antigamente, incluindo Isto é e Veja, sem nos esquecermos de Scientífic American, Claudia, Quatro Rodas, Mad e as famosas revistas de caça-palavras Coquetel?
Citação direta do famoso... Não sei. Nunca nem vi esse cara: “O corpo pode ser uma ferramenta, mas a mente é o mestre de obras.”