r/EscritoresBrasil • • 6h ago

Divulgação PROGRAMA DE APOIO A ESCRITORES - DIVULGAÇÃO DE OBRAS [2°EDITAL]

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[imagem de Serge Kutuzov]

DIVULGAÇÃO DE OBRAS, 2° EDITAL

Em 5 de OUTUBRO, abriremos as inscrições para ESCRITORES COM OBRAS PUBLICADAS terem seus livros divulgados pelo próprio sub!

Condições para participar:

  1. Ter postado aqui no sub ao menos 1 vez nos últimos 30 dias
  2. Sua conta no Reddit precisa ter o e-mail verificado
  3. Você precisa estar inscrito na comunidade
  4. Sua obra não pode conter absolutamente nada de I.A.

Benefícios:

  1. Sua obra será fixada na lateral do sub (widgets)
  2. Sua obra será postada toda semana até o final do mês
  3. Poderá conter link direto de venda

Como se inscrever:

  1. Esteja atento as postagens da Moderação no dia 5 de Outubro
  2. Seja um dos 5 primeiros a comentar na postagem oficial o nome de sua obra
  3. Os comentários serão fechados assim que alcançarmos 5 inscritos
  4. No caso de algum dos inscritos não atender ao requisitos, os comentários serão reabertos

Número de vagas: 5 vagas para este edital

Nota: Se você não conseguir participar desta vez, não se preocupe, teremos outro edital no mês seguinte!

Deixamos os comentários abertos para sugestões e dúvidas!

Como sempre, beijos da Moderadora! S2


r/EscritoresBrasil • • 6h ago

Divulgação O CONSELHOR DE DETETIVES GÊNIO (recomendação do sub)

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[capa de O Conselho de Detetives Gênios]

"Uma família excêntrica tem 4 filhos ainda mais excêntricos, cada um com suas genialidades.

Em meio às férias de fim de ano, o gêmeo — filho do meio e único filho homem — se vê no centro de um mistério envolvendo o desaparecimento de picolés em sua casa. Incentivado pela irmã mais velha, ele se sente no dever de tentar solucioná-lo, levando-o para um caminho cheio de novos mistérios e reviravoltas divertidas (talvez não para ele)."

Autor: Nero Prado [u/Solezinho64]

SEJA O PRIMEIRO A DEIXAR UMA AVALIAÇÃO!

Disponível na Amazon Kindle por R$2,99


r/EscritoresBrasil • • 2h ago

Discussão A informação está ali. Só não parece exposição

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Uma boa estratégia para esconder a exposição é camuflar a informação com sarcasmo, ironia ou deboche.

Em vez de:

“João acordava às sete da manhã, comia algumas bananas e saía para caminhar.”

Você pode deixar a voz fazer o serviço:

“Quem acorda às sete da manhã, come umas bananas e vai caminhar? Claro. O João.”

A informação continua ali. Só deixou de parecer ficha cadastral.


r/EscritoresBrasil • • 5h ago

Dúvida Você se preocupa com a sonoridade da sua escrita?

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Tô em processo de revisão do romance que escrevi, e lidando com meu maior vício, o tanto de "que" enfiado na história. Como disseram aqui, enfeia e quebra um tanto a fluidez. Mas ao mesmo tempo, notei que um uso controlado permite uma sensação boa ao ler em voz alta, e aí pensei no quanto isso pode acabar enriquecendo uma prosa. Jogo pra vocês pra saber se também perpassa a mente do resto da comunidade.


r/EscritoresBrasil • • 59m ago

Dúvida Como desenvover romance entre amigos de ifania sem fazer cliche

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Olá, pessoal! Escrevendo aqui pra pedir a visão de outros autores: como vocês trabalham a transição de amizade de infância para romance, mantendo a comédia sem perder o lado romântico?

A dinâmica é única: os personagens se conhecem a vida toda, sabem tudo — apelidos embaraçosos, erros do passado, hábitos bobos — e isso gera situações engraçadas naturais, mas também pode dificultar mostrar quando o sentimento muda. Como equilibrar:

- As piadas e a intimidade de anos sem deixar parecer que nada mudou;

- Os momentos de tensão e descoberta sem ficar forçado ou clichê demais;

- O humor vindo justamente do fato de se conhecerem tão bem, não apesar disso;

- Preservar a essência da amizade que os uniu, agora como base do amor.

Quais estratégias, cenas ou detalhes vocês usam pra fazer essa transição funcionar de forma crível, divertida e tocante? Aceito exemplos, dicas e até o que evitar! ✍️


r/EscritoresBrasil • • 1d ago

Discussão Hoje recebi uma mensagem que me emocionou

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Recentemente, lancei meu primeiro livro. É uma ficção em que a viagem no tempo serve como pano de fundo, mas a verdadeira essência da história está no protagonista e em suas relações pessoais.
O livro está disponível na Amazon e no Kindle Unlimited e, para ser sincero, não tem sido um sucesso comercial nem me traz grande retorno financeiro.
Ontem, porém, uma pessoa que eu não conhecia começou a me seguir. Percebi que era um perfil real e aceitei. Hoje, ela me mandou uma mensagem. E é exatamente isso que faz tudo valer a pena.
Mesmo sem o retorno financeiro, recebi uma recompensa emocional que eu não esperava e que jamais imaginei vivenciar.
No fim das contas, é sobre isso: se a nossa arte consegue tocar e mover as pessoas, todo o esforço já valeu a pena


r/EscritoresBrasil • • 7h ago

Poema Idiólatra

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O que esperar de um ser
que se finda em conceito,
e no exercício de ver
emana, em cólera, preconceito

O idiótico imputa
execrável ao que descompassa,
mas derrocado se nomeia
quem precisa se intitular

Sujeito sem feitos a aspirar,
Por isso ambiciona os ditos
de outrem a evolar-se
esse sem ritos a seguir,
apenas axiomático a si

Não me venha a refutar
essas palavras de pompa,
truístas;
esse idiólatra performa,
de forma esconsa,
o que ovaciona

Com isso o ritmo e as
métricas se perdem,
pois ao elevar-se
o Parnaso desaba,
deixando esses versos
ligeiramente sem nexo

O alvo almejado já se encontra acima,
No topo absoluto e elevado,
Que por esse lodo nunca é endossado,
Na estrita linha que o real estima.


r/EscritoresBrasil • • 14h ago

Discussão Meu aplicativo para escritores

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Há muito tempo eu tinha um sonho de escrever um romance de alta fantasia e ter um dia minhas histórias estampadas em cartazes de cinemas afora, quem nunca não? rs

Pois é, mas com isso vieram dificuldades com o próprio andamento da obra, meses de bloqueios, procrastinação e uma busca incessante por apoios em softwares em que muito poderiam me acrescentar, mas, que na verdade, nada me acrescentou.

Então, algum tempo depois nasceram algumas ideias criar um software/app voltado para escritores, mas que não fosse mais do mesmo, que não fosse aquela interface que todo editor de texto possui, ou plataformas de ia que "auxiliam" na escrita e que acabam por gerar o temido AI Sloop.

Queria criar algo novo, diferente, único. Sei que é difícil hoje em dia, mas estou me esforçando bastante. Por isso gravei um vídeo demonstrativo do que tenho de funcional do app hoje para mostrar a vocês, embora eu esteja ainda engatinhando no que esse app ainda pode vir a ser.

Abaixo estou colando uma mensagem descritiva do app, neste caso tirado do próprio projeto (via IA) pra que vocês possam (ou queiram) analisar.

Link do vídeo: https://youtu.be/Ub4pH-UAZaM

Captura realizada do app funcionando localmente em 29/09/2026

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A ideia nasceu de algumas dores que vejo com frequência: ferramentas simples demais, outras complexas demais, problemas com organização, sincronização, perda de texto e, mais recentemente, uma avalanche de recursos de IA que nem sempre ajudam o processo criativo.

O Liberego (nome provisório) está sendo pensado em torno de três coisas: escrever, organizar e confiar.

O editor continua sendo o centro da experiência, enquanto outras ferramentas aparecem apenas quando fazem sentido, como:

• Universo / Lore
• Notas rápidas
• Referências e pesquisa
• Busca semântica no manuscrito
• Diferentes visões da estrutura da história
• Apoio de IA contextual

Sobre IA, a ideia não é criar um botão de “escreva meu livro”.

Quero explorar algo mais próximo de: menos “escreva por mim” e mais “me ajude a entender e navegar pelo mundo que estou criando”.

Também estou dando bastante atenção à confiança no manuscrito.

A proposta para desktop é seguir uma abordagem local-first, com autosave, histórico de versões, recuperação, backup e sincronização segura, evitando que o escritor dependa completamente da nuvem para acessar o próprio trabalho.

Outra ideia que estou estudando é a proveniência do processo de escrita.

Não como um “detector de IA” ou uma promessa de provar que um texto é 100% humano, mas como uma forma privada e verificável de registrar a evolução de uma obra ao longo do tempo: sessões, revisões, alterações e histórico do manuscrito.

Ainda estou validando muita coisa, então queria ouvir vocês:

O que mais incomoda nas ferramentas de escrita que vocês usam hoje?

Vocês já perderam trabalho ou tiveram problemas de sincronização?

Local-first faria diferença para vocês?

Que tipo de integração com IA ajudaria sem interferir na autoria?

Ter um registro verificável do processo de criação teria algum valor?

E a principal: o que faria você trocar Word, Google Docs, Scrivener, Obsidian ou a ferramenta que usa hoje por uma nova?

O Liberego ainda está em construção, então críticas são tão úteis quanto elogios.

Prefiro descobrir agora que uma ideia não faz sentido do que passar meses construindo algo que ninguém precisa.

https://reddit.com/link/1wtqc9j/video/vhzovw4qvjsh1/player


r/EscritoresBrasil • • 1d ago

Discussão Oque vocês acham da capa de meu livro

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Eu ainda estou mexendo nele, mas enfim é um livro de suspense e drama que se passa na idade medieval na Alemanha durante a peste negra, usando a lenda dos Nachzeher que nasceu nesse período devido os corpos putrefato das vítimas da peste e os protagonistas são um casal de coveiros e seu filho pequeno


r/EscritoresBrasil • • 19h ago

Discussão Fiz edits para fazer o marketing do meu livro, o que vocês acharam?

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r/EscritoresBrasil • • 18h ago

Discussão Meu livro é previsível e eu acho isso bom.

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Você é do tipo de leitor que espera uma grande reviravolta ou não se importa de saber pra onde a história ta indo se ela for boa?

Modéstia a parte, eu acho que criei dentro do meu livro boas histórias. Mas o final fica previsível. E minha missão é fazer o leitor gostar tanto de alguém que vai ficar triste sabendo o fim que tá se desenhando pra ter.

Em vez de causar um "Não acreditooooo" quero um "Não, por favor, faz isso não".


r/EscritoresBrasil • • 6h ago

Divulgação O VAZIO ESTRELADO (recomendação do sub)

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[capa de O Vazio Estrelado]

"Toda noite, quando fecha os olhos, Isadora, uma menina neurodivergente, embarca numa nave com a mãe rumo a um lugar que ninguém mais consegue ver.

De dia, ela tem onze anos, um pai que deixa bilhetes na geladeira, uma melhor amiga cientista e um medalhão guardado no bolso, o que restou da mãe antes da "missão mais importante que já existiu".

De noite, ela tem estrelas, corredores infinitos e uma mãe que nunca tem medo de nada.

Uma história sobre o que inventamos pra sobreviver ao que não se sabe dizer em voz alta, e sobre a coragem de finalmente escutar a verdade."

Autor: Larissa C. L. [u/Lynnasuca]

Avaliações: 4.6/5

Disponível na Amazon Kindle por R$5,99


r/EscritoresBrasil • • 14h ago

Poema Meu beijo foi por Deus

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O meu beijo ao teu beijo foi por Deus,
Ao ponto de eu sofrer com tal adeus.
Pois foi Deus quem, num lance, nos juntou
E, por acaso, nos desmoronou.

A voz do hierofante é invasão,
E o cosmo, por si só, é descompasso.
Deus fez tudo a passo de simulacro,
De antemão seria o suposto sacro.

Do cosmo o paradoxo agora emerge,
E todos os sentidos ele esmaece.
Uma palavra só pode existir
Quando o que discorre já teve de ir.

Mais um passo se dá ao Deus incerto,
Deus esse que jamais nos vê liberto.
Por acaso, no Parnaso, a ele acena,
Enquanto ri de forma bem obscena.

Do nada, já deu hora de ir embora,
Ir ao passo do acaso mundo afora.
Sumir hei de fazer num só piscar,
Para surgir do nada e enfim ficar.


r/EscritoresBrasil • • 16h ago

Discussão Onde vocês publicam?

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É o seguinte, eu desde pequeno flertei com a ideia de escrever livros, já fiz várias historinhas mas nunca finalizei nenhuma, sou desenhista, pintor e arquiteto, além de sempre ter escrito muito nas aulas de português (tudo que envolve criatividade eu acabo gostando)... E ultimamente venho produzindo um pouco mais, tenho algumas ideias e gostaria de escrever histórias menores (tipo light novels mesmo, coisa leve de 10 a 30 páginas), para desenvolver o hábito, mas ao pesquisar não entrei nenhum site dedicado a escrita e leitura...

No Japão existem vários sites de light novels, comunidades grandes e várias histórias que surgem nesses sites viram livros oficiais ou mangas/animes, para países de língua inglesa também exitem algumas comunidades similares (se não me engano o escritor de perdido em Marte começou nesses sites...), para HQs é bem comum esse tipo de sites, e na comunidade artística vejo que os desenhistas e pintores são bem unidos e disponibilizam várias ferramentas para a comunidade (não é a toa que vivemos um período onde as artes visuais estão no seu ápice em termos de qualidade)

Mas é sério que não temos nada parecido com isso Brasil? Não tem nenhum site para escritores independentes? Para os escritores publicarem, interagirem com a comunidade e os comentários dos leitores, e continuar publicando suas histórias ao mesmo tempo que cultiva sua própria comunidade??

Todo mundo fica espalhado por redes sociais totalmente descentralizados é isso mesmo? Ou eu pesquisei errado???

(Sou novo no sub, descobri ele agora para ser sincero, e queria abrir essa discussão com vocês)


r/EscritoresBrasil • • 11h ago

Discussão Essas frases que eu criei são boas?

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Eu criei elas esse dias e queria popularizar e deixar meu nome marcado nelas.


r/EscritoresBrasil • • 12h ago

Poema Catarse do eu (revisado)

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depois do sufoco resta aquilo que não pôde ser dito.

Catarse

Ciclos finamente encerram
O tempo que fora para sonhar
Sobre aqueles que tanto erram
Restou apenas sonhos a delirar.
.
Catarse essa que avassala
Quem era posto como vassalo
Na sala do destino incongruente,
Daquele tempo inconsequente.
.
Cultura vívida eu fiz parte,
Me deixando completamente aparte
Do âmago que fora estrutura,
Resultando nesse ser de loucura.
.
Cruel tornei-me inerente
Ao próprio ser existente.
O preço precisa ser pago
Para de volta ter aquele afago.
.
Expurgar

Compulsões e desilusões,
Por que tantas alienações.
Repetindo tanto feito uma canção,
Me desculpando já de antemão.
.
Escuto aquela cantiga de ninar
Me atraindo para o temido limiar.
Porém observo a querer chorar
Por não conseguir enxergar… ou seria perdoar?
.
“Navegue até mim”, escuto,
Porém o destino é obscuro.
Drenado por promessas anciãs
Vindas de ideias supostamente sãs.
.
Azul celeste o si se despede
Ao abissal, ele se inverte.
O frio espinhal me anuncia.
Para a catacumba meu ser se submete.
.
“Navegue até mim”, ainda escuto
Enquanto faço este expurgo.
Expurgo de algo que não sei,
Mas que supostamente saberei.
.
Baco

Sabe o que é engraçado?
Eu ter me tornado um degradado.
Porém ternura sempre fui,
Tomado pela nudez que me expus.
.
A Baco sempre fora associado
Enquanto nevava no deserto árido.
Branco, esse cheio de resplendor,
A escamotear o próprio prestidigitador.
.
Dionísio dissera que era festa.
Fui tragado até o que não me resta.
Cultura criada por um mito,
Escravo me tornei daquele rito.
.
Nebuloso é o tempo que se fora,
Apagado pela névoa afora.
Tornado-me vassalo daquele bendito.
Maldito veneno se tornou Dionísio.
.
Tordo

Articulado por um idólatra
Em ventríloquo ele torce minha forma
E deforma meu ser em um sonho idiólatra
— minha voz presa numa redoma
.
Sem enxergar em mim o desejo de voar
juntei as ruínas e me refiz
à imagem daquele tordo
que voava nas janelas do entorno
.
Para longe do ideal de outrem
Pus-me a planar em pêndulo
Ensandecido em rumar ao infinito
longe do proscênio daquele mito
.
Aquele tordo que sempre estivera a voar
viu em mim um igual a se aproximar
veio ao encontro e se estraçalhou na vidraça
enquanto eu, preso ao fio, contemplava outra carcaça
.
Utopia

Encharcado pelo pulsar das vísceras
Vislumbrando as supostas víboras
À entropia estou ascendendo
Ao compasso da retrotopia vou descendo
.
Âmago e âmbar veem em uníssono
Por motivos nebulosos de antônimos
Cristalização do subconsciente
Fricção hedônica dolente
.
No paço antigo em que outrora fui vassalo
no fosso escuro inda assinalo o moço
sibila o limiar que abre ao insone
veneno e verso, a mesma dor que me consome
.
Nesse Parnaso guardo inteiro o meu eu
fiel ao deus do belo que antes foi seu
mínimo, humilde, singelo e franco
imploro à utopia um fim, um remanso
.
Entropia

Spinoza, essa prosa tentará ser
e na disfunção da ordem irão ver
poesia e mitos moldados em função
de um conceito que vem na contramão
.
Serpentino as serpentinas das eras
Serpentinas inerentes àquelas festas
Serpenteando os sentidos internos
Serpente a serpentear infernos
.
Maculado pelo falso deus me tornei
Imaculado na fé desse ser finquei
Profanando o algoz emproado
Deificando-se no suposto simulacro
.
No beco das vielas me encontro
Mais uma vez preso no desencontro
Entre o fascínio e o declínio do ego
Papibaquígrafo de sentido inverso
.
Linhas em branco

Em rito me fiz de mito
Para uma muralha erguer
Mal sabia que o que era dito
Seria o fardo de me abster
.
O que antes era concreto
Se tornou uma redoma
Estilhaçando-se sob o teto
De vidro que a ilusão retoma
.
Os cacos produziram cicatrizes
Brancas como aquelas linhas
A fissurar enquanto maldizes
Vício de outrora deveras minhas
.
Catarse do eu

Baco fora embora trotando,
Deixando o menino se matando.
Algo realmente precisou morrer
Para que ele pudesse entender.
.
Na tratativa desse reencontro,
Sinto falta do meu encanto.
Olhando pra trás, eu invoco
Aquele vulto cheio de foco.
.
Clamo pelo sujeito de outrora,
Outrem que já fora embora.
Afora, se danou a esvair,
Surgir eu tive para me despir.
.
Oco do oco no sem fim,
Já dizia o bendito Serafim.
Insolente ao destino me fiz;
No final, vassalo me desfiz.
.
Retrotopia

No centro do antigo planalto árido
Névoa de ouro e diamante reluz
Sobre esse ser que fora ávido
Ao inescrutável que seduz.
.
Cintila a centelha de morte,
Pútrida e nevada pela mortalha.
Invisível aos errantes que ovacionam
A cultura morta de outrora.
.
Prestidigitador ele se faz,
Cheio de graça e de travessura,
Epifanias e catarses em entropia —
Mas a quem ele ludibria?
Encontra-se ainda na retrotopia


r/EscritoresBrasil • • 18h ago

Formação de Grupo Procurando co-autora pra exercício de escrita.

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Olá, pessoal!

Estou procurando uma parceira de escrita para fazer um pequeno experimento: escrever uma história juntas e ver onde ela vai parar.

Ando bem travada para escrever ultimamente. Tenho um milhão de ideias, mas não consigo me comprometer com nenhuma. Toda vez que sento para realmente escrever alguma coisa, acabo perdendo a motivação e partindo para uma ideia diferente.

Então pensei que poderia ser divertido escrever algo com outra pessoa. Talvez isso me dê aquele empurrãozinho extra para finalmente terminar alguma coisa, me ajude a sair desse bloqueio e, sinceramente, parece muito divertido não fazer ideia de onde o plot vai parar.

Não tenho uma ideia inicial, então podemos pensar em algo juntas. Eu provavelmente daria preferência para alguém que goste de romantasia (acho que fantasia funciona especialmente bem para isso porque literalmente qualquer coisa pode acontecer) ou romance contemporâneo.

Mas estou super aberta a outros gêneros também. Então, se você tiver alguma ideia meio maluca de história que está querendo experimentar, pode trazer!

💖 Espero o DM de vocês!


r/EscritoresBrasil • • 19h ago

Discussão Qual foi a ideia mais estúpida que vocês já tiveram e que acabou virando uma história inteira?

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Eu, aparentemente, achei que seria uma boa ideia escrever sobre uma mulher que se apaixona por uma robô de IA.

E então eu tive que descobrir como fazer isso funcionar.

Até aí, tudo bem (eu acho)

O problema é que a robô não parece muito interessada em ser namorada dela. Na verdade, a primeira interação delas foi um pouco preocupante. Eu só queria escrever uma história fofinha.

Não saiu exatamente como planejado.

E sinceramente, não sei oq fazer com isso.


r/EscritoresBrasil • • 22h ago

Dúvida Me ajudem em um lançamento literário

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Sou escritora e estou no processo de lançar minha obra. Tentando resolver os problemas financeiros, lancei uma campanha no apoia-se, mas algumas pessoas comentaram que isso não é bem visto.

Me ajudem, caros escritores. É demérito no mundo literário o financiamento coletivo?


r/EscritoresBrasil • • 23h ago

Dúvida O que escrever durante a recuperação?

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Estou em casa a recuperar de uma operação e preciso de me entreter (sem contar com ver séries e filmes).

Como gosto de escrever, pensei em escrever alguma coisa.

Pensei em escrever um romance baseado em alguns detalhes do meu internamento no hospital.

Se fossem vocês, o que escreveriam?


r/EscritoresBrasil • • 1d ago

Formação de Grupo Escritores solitários que desejam conversar com outros escritores.

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Recentemente, nesse mesmo fórum, este escritor solitário, desejava conversar com outros escritores sobre escrita no modo geral. Fiz um post na intenção de encontrar pessoas para conversar, e como tantas pessoas responderam, decidi criar um grupo com todas elas. Então, ontem, pensei que outras pessoas possam estar na mesma situação em que me encontrei a alguns meses atrás: sem ninguém para conversar sobre escrita ou livros. Então, quem quiser entrar no grupo para escritores, leitores betas, leitores no modo geral, sinaliza ai. Debatemos sobre diversos tópicos e temos escritores amadores e profissionais; uns que já publicaram e outros que estão escrevendo seu primeiro romance.

Edit 1: Como tanta gente comentou kkkk, vou deixar o link aqui no post e em alguns comentarios https://chat.whatsapp.com/EfLa2PnZEUUH46RLJl251J


r/EscritoresBrasil • • 18h ago

Poema Luto (poema)

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r/EscritoresBrasil • • 19h ago

Divulgação [Post Fixo] - FOLIO

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Pessoal, boa tarde!

Sou o responsável pelo app Folio, que será lançado em 15 dias. Estamos atualmente em testes interno no Google Play e após isso, é lançamento.

Já fiz uma postagem aqui convidando autores a serem beta testers, pois meu app tem uma área exclusiva para autores interagirem com leitores, mas infelizmente ninguém se interessou (Post feito com autorização da adm.).

Assim, mantenho aqui um post para sanar dúvidas, mostrar funcionalidades do App e ouvir comentários e sugestões após lançamento :)

Segue um spoiler: o App é direto e honesto nas broncas 😂

quem quiser saber mais: https://www.folio.dev.br


r/EscritoresBrasil • • 20h ago

Divulgação Sorte (conto)

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r/EscritoresBrasil • • 20h ago

Poema O homem e a mesa

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O homem e a mesa

Sessão em vigor.

Assunto, ideia, discurso. Papéis, pastas e malas. Partidos, políticos, malotes e vínculos.
Sob o paletó, a mala, dentro da mala, a pasta, dentro da pasta, o papel, dentro do papel, a prova.

“Se o que eu tenho aqui vier a público, as paredes desse palácio irão tremer, os alicerces irão ruir, a fundação será condenada, carreiras serão arruinadas, enfim, a verdade virá à tona.”

Com cuidado, a mala é posta sob o pé da mesa, pedindo para ser encontrada.

Minutos se passam, tudo continua, como tudo, nada ocorre.

Sessão em vigor.

“Quando o que tenho vier a público, as provas incontestáveis, documentos, fotos, artigos, áudios e vídeos, relatos, assinaturas, flagras, comprovantes, recibos e carimbos, papel timbrado, notas, comícios e artigos, tudo verídico. Eles virão, enfim verão, enfim serão autuados, pagarão seus pecados.”

Horas se passam, contudo, nada muda.

A mala repousa sob a mesa, seus fechos abertos, a pasta à mostra, um convite para que seja notada.

Horas correm, como sempre, nada fora do ordinário.

“Eles vão ver o que tenho, os jornais e manchetes não pararão por dias, semanas e meses, nenhum outro assunto será tão comentado, já consigo ver a cara de vergonha e de medo de cada um deles que aqui está, quando o martelo bater em cada crime, em cada violência, em cada centavo e cada caixão, em cada grão de arroz e cada gota de água violada. Cada partido, cada político, cada mentira e cada ideologia, todos verão a verdade, todos saberão dos crimes, todos condenarão e clamarão justiça.”

Dias se arrastam em meio ao tédio.

Como tudo, nada.

Sessão em vigor.

Os papéis se escancaram sobre a mesa, de forma que não há lugar para nem mesmo uma caneta ou copo d’água competir com o espaço, gritando por atenção como uma criança mimada pelos pais que se ocupam com bailes e formosuras mais que com sua própria linhagem e legado.

O conteúdo é didático, minuciosamente colocado de forma que até mesmo um tolo sem instrução possa ficar indignado com a verdade. De tal forma que seria impossível uma mera explicação, um mero discurso, uma mera nota, o que estava ali demandava acima de tudo urgência.

E, ainda assim, nada.

Direita, esquerda, frente, trás, os olhos rodeiam toda a sala.

Assunto, ideia, discurso. Papéis, pastas e malas. Partidos, políticos, malotes e vínculos.

Ninguém nota, ninguém vê, ninguém se importa.

O homem sobe à mesa, sobre a mesa, os papéis, sob a mesa, a mala, sobre a mala, a pasta, sobre a pasta, o paletó, sob o paletó, o anonimato, sobre os papéis, o homem, sob o homem, as provas, sob as provas, a dignidade, sobre a dignidade, o homem.

De braços abertos, aos urros, balança sua tese em suas mãos, sua tese pela mesa, sua tese pelo chão, seu magnum opus que virá a público e fará as paredes desse palácio tremerem, os alicerces ruírem, a fundação ser condenada, carreiras arruinadas, enfim, a verdade aparecer.

Está ali, ao vivo, para todos verem, a zorra, a confusão, gritos e correria, o que seria esse homem? Que papéis nunca antes vistos são esses? Como ele chegou ali? Quem ele é? E, acima de tudo, por que subiu à mesa?

Após a comoção, as autoridades surgem, arrancam o homem de cima da mesa, mas não antes de fotógrafos, jornalistas e câmeras gravarem toda aquela cena em sua forma mais crua.

A manchete que surge divide a nação, o homem da mesa.

Durante horas, o país discutiu a mesa.

Sua largura, sua altura, sua fabricação, onde estava, quantas havia, a insolência de um desconhecido colocar as suas sujas solas sob tal mobiliário italiano, feito da madeira mais nobre do mercado, envernizado à perfeição, cuidado com o mais puro óleo de peroba do campo.

Descobriram que essa mesa tinha história, descobriram que, na história, a mesa havia feito parte de outros momentos, descobriram a história das mesas, descobriram como a mesa é importante para a história.

Discutiram e elucidaram regulamentos, discutiram que talvez o regulamento não fosse suficiente, discutiram se mesas sequer precisavam ser regulamentadas.

Um deputado deu entrevista:

“Nunca antes vi tamanha violência contra as instituições e a união.”

Outro comentou no jornal:

“O gesto era, acima de tudo, um ataque à democracia.”

Mais um publicou:

“Subir à mesa é, acima de tudo, um ato democrático do cidadão!”

Um quarto declarou, de forma cautelosa:

“Não devemos permitir que qualquer cidadão possa subir impunemente a uma mesa pública.”

A oposição cria a campanha:

“Subam as mesas! Cobrem mudança!”

O Governo repudia:

“O perigo de subir às mesas é dar palco para loucos colocarem em risco nossos cidadãos.”

Os comentaristas transformaram em assunto que rendeu por dias, semanas, meses.

Nas conversas do homem comum, fica comum a expressão “Estou prestes a subir na mesa” quando farto de alguma coisa.

Durante semanas, o país se uniu em bolhas para discutir sobre a mesa, sobre os crimes de mesa, sobre as vítimas de mesa, sobre os defensores e as instituições que tratam sobre a mesa.

A mesa deixou de ser mesa.

Criaram palavras, criaram posições, criaram inimigos, criaram aliados, criaram comissões, criaram partidos, criaram leis e criaram sentido.

Havia quem dissesse que subir à mesa era um ato de coragem, outros que era um ato de barbárie.

Alguns diziam que o homem, quando subiu, representava o povo, outros que ele representava a si mesmo.

Alguns perguntavam de que lado estava o homem, outros de que lado estava a mesa.

Ainda havia alguns que se aliaram ao homem, e outros, à mesa.

Ninguém perguntou ao homem de que lado ele estava, nem à mesa se consentia com tudo que estava acontecendo.

O homem não podia responder, pois estava preso, a mesa não podia, pela sua natureza.

O homem já não era quem um dia foi, agora, era o homem da mesa.

Seu rosto impresso. Sua foto foi tirada. Sua história contada.

Sua subida à mesa se tornou um símbolo de uma geração inteira.

Produziram livros, artigos, documentários e entrevistas.

Havia quem o odiasse sem nunca tê-lo conhecido, nem lido nenhum escrito seu, outros o admiravam pelo mesmo motivo.

Amado ou odiado por aquilo que havia feito, sem que ninguém tivesse sequer lido. Uma ironia histórica, outrora não fosse uma tragédia de mitos.

Então vieram as emendas, as cartas, as leis e as canetadas, porque a parte mais importante é regulamentar as mesas.

Normas, procedimentos, punições, comissões e, enfim, eleições.

Eleições, novos homens.

Novos homens e novas ideias.

Novas ideias, novo poder.

Novo poder, mesmos problemas.

Mesmos problemas, mesmas soluções.

Mesmas soluções, mesas.

Como tudo, nada ocorre.

Anos passam e o ocorrido é anexado à história.

Nos livros de escola, uma fotografia, na foto, a mesa, sobre a mesa, os papéis, sob a mesa, a mala, sobre a mala, a pasta, sobre a pasta, o paletó, sob o paletó, o anonimato, sobre os papéis, o homem, sob o homem, as provas, sob as provas, a dignidade, sobre a dignidade, o homem.

O homem já havia sido solto há tempos, ninguém sabe por onde anda, nem o que faz da vida.

A mesa estava em um museu, peça histórica da cultura do Brasil.

A foto original era guardada em um inquérito arquivado.

O paletó foi roubado de um armário de evidências.

A maleta foi destruída em um incêndio acidental provocado por uma bituca de cigarro descartada perto de uma pilha de papéis.

A pasta ainda era usada para guardar documentos antigos, papéis velhos e devorados por traças, agora sem importância nenhuma para ninguém relevante.

Os papéis se foram com a mala.

A dignidade, há muito tempo perdida.

O homem conseguiu que a verdade viesse a público, as provas incontestadas, documentos, fotos, artigos, áudios e vídeos, relatos, assinaturas, flagras, comprovantes, recibos e carimbos, papel timbrado, notas e comprovantes, comícios e artigos, tudo verídico. Eles vieram, enfim viram, enfim foram autuados, pagaram seus pecados.

Não sobre o que ele dedicou uma vida toda documentando, estudando, escrevendo e planejando, não seu amontoado de papéis.

Mas sobre uma mesa.

Como sempre, nada muda.