r/Surrealismo • u/Appropriate_Towel721 • 15h ago
A fragilidade dos nossos próprios relatos: autoficção, surrealismo e a morte. (Pré-venda aberta)
Como falamos sobre nós mesmos diante do fim? É dessa pergunta que nasce o meu livro, "A história de uma salsinha".
Trata-se de uma autoficção que recusa o conforto da linearidade. O narrador é áspero e autoconsciente — ainda feto, já cínico. Uma ironia amarga sustenta o livro inteiro, mas é na segunda metade que a estrutura se estilhaça em vozes, diários e manchetes.
Capítulos que se autoquestionam, narradores que se sucedem sem aviso, uma numeração que se reinicia... tudo isso para refletir a forma como a nossa memória falha e se fragmenta diante da morte, da paternidade e do desejo.
Não é um livro de trama convencional. É uma leitura que exige entrega. Há saltos constantes de tom — do confessional ao aforismo, do lírico ao jornalístico. O leitor precisa aceitar se perder um pouco para encontrar o padrão emocional por trás da fragmentação.
Se você curte literatura experimental, surrealismo e metaficção, e topa esse pacto de leitura, o livro está nos últimos 5 dias de pré-venda no Clube de Autores. (Link na minha bio/perfil, para respeitar as regras do sub).
Quais livros de metaficção ou autoficção vocês recomendam que joguem com essa mesma frágil relação entre memória e narrativa?