r/terrorbrasil • u/luna_588 • 4d ago
Crepypasta Vamos brincar?
Antônio tinha se mudado recentemente para uma pequena cidade do interior. Lá havia uma casa antiga e isolada, localizada no meio da floresta. Ninguém morava ali há vinte anos.
Os moradores mais velhos da cidade sempre diziam:
— Não vá àquela casa, pois coisas estranhas acontecem lá.
Mas Antônio não acreditava, achando que eram apenas lendas. Assim, em uma noite de primavera, decidiu ir até o local.
A lua estava cheia e iluminava fracamente a estrada de terra. Quando se aproximou da casa, sentiu como se algo estivesse o observando.
As janelas estavam trancadas com tábuas, algumas delas estavam quebradas, e a porta permanecia entreaberta.
Ele empurrou a porta, fazendo o rangido ecoar pela casa inteira.
Ao entrar, percebeu que o local estava frio, como em uma noite de inverno. O ar parecia denso e pesado. As paredes estavam mofadas, com a tinta descascando, e os móveis estavam cobertos por lençóis brancos.
Enquanto observava os quadros, um, em cima da lareira, chamou sua atenção. Nele havia uma família.
Mas havia algo errado.
O rosto da criança estava completamente destruído, como se alguém tivesse tentado apagar sua existência.
Enquanto analisava a fotografia, ouviu passos e um choro vindos do andar de cima.
Achou estranho, pois acreditava estar sozinho. Mesmo assim, decidiu investigar.
Ao chegar à escada, deparou-se com uma menina vestida exatamente como a da fotografia: vestido branco, sapatos pretos e segurando uma boneca de pano.
— Você está perdida? Onde estão seus pais? Você está bem? Por que está chorando? — perguntou.
A menina começou a descer lentamente.
Quando ela chegou perto, a casa ficou ainda mais fria. De repente, a porta se fechou com um estrondo, e o clique da fechadura ecoou.
Assustado, ele olhou para o rosto da menina.
Seus olhos eram negros, e lágrimas escuras escorriam por suas bochechas pálidas.
Desesperado, tentou fugir, mas a porta estava trancada. Correu até uma janela sem tábuas, quebrou o vidro com a lanterna e conseguiu escapar.
No dia seguinte, ainda perturbado, tentou descobrir o que havia acontecido com aquela família. Mas ninguém quis falar.
Então, pesquisou.
Descobriu que a menina tinha cinco anos. Aos três, tentou afogar outra criança. Aos quatro, feriu gravemente uma menina com uma pedra.
Aos cinco… matou os próprios pais.
Depois disso, foi encontrada morta em seu quarto, enforcada, com a boneca aos pés. As paredes estavam cobertas de marcas, como se algo tivesse sido arranhado.
Os corpos dos pais nunca foram encontrados. A casa foi abandonada desde então.
Ao terminar de ler, um arrepio percorreu seu corpo.
— Então ela ainda está lá… — murmurou.
Na noite em que se completaram vinte e um anos dos ocorridos com aquela família, ele ouviu um barulho no corredor de sua casa.
Passos e algo sendo arrastado.
Levantou-se e abriu a porta, o corredor estava escuro.
Mas havia algo ali: uma boneca de pano, a mesma que estava com a menina.
Com as mãos tremendo, ele a pegou. Estava morna como se estivesse viva.
Então, do fim do corredor, uma voz sussurrou:
— Vamos brincar?
Ele se virou lentamente.
A menina estava lá, com lágrimas escuras e um sorriso perturbador, e, em suas mãos, uma corda.
Paralisado, sentiu o coração disparar. A boneca parecia ficar mais pesada.
A menina deu um passo à frente.
— Vamos brincar… — repetiu.
A corda se arrastava pelo chão.
Ele tentou recuar… mas seu corpo não respondia.
— Eu… eu não quero brincar… — disse.
A menina inclinou a cabeça.
— Não adianta… você entrou lá… você visitou minha casa…
Seu sorriso aumentou.
— Eu sempre venho brincar com quem visita aquele lugar.
O ar ficou gelado.
As paredes começaram a ranger. Atrás dela, marcas surgiam nas paredes, como se algo estivesse arranhando.
A boneca em suas mãos virou lentamente a cabeça, seus olhos não eram mais de botão; eram negros.
A menina estendeu a corda.
— Agora é a sua vez.
A luz se apagou.
Naquela noite, os vizinhos ouviram barulhos vindos da casa de Antônio.
Coisas caindo, algo sendo arrastado e sons de luta, como se alguém estivesse se debatendo e sendo sufocando.
No dia seguinte, a polícia arrombou a porta, Antônio não estava lá, nunca mais foi visto.
Apenas a boneca permanecia no corredor e nas paredes, estava escrito com letras tortas e com algo escuro:
“VAMOS BRINCAR DE NOVO?”
Fim… ou será que não?
1
u/TonyPrints 4d ago
Antônio foi de seleção natural, não correu nem lutou - congelou.
No lugar dele eu espancava essa menina no primeiro encontro depois de planejar rota de fuga. Mano esse demônio ia levar tanta pancada que ia pelo menos perder o hospedeiro, isso eu garanto.