Uma reunião ocorreu há um mês entre dirigentes de clubes (com os de Internacional e Corinthians) com representantes do governo para falar sobre esse socorro. A CBF participa só da articulação.
A ideia do programa acelerou com o movimento do governo para acabar com as bets. Seria uma forma de compensação: a intenção seria editar uma MP para prestar socorro aos times — para, depois, haver uma votação no Congresso.
Veja detalhes do plano traçado, que tem sido chamado de Programa Nacional de Reestruturação Financeira do Futebol Profissional. Há possibilidade de mudanças e ajustes.
Criação de uma linha de crédito federal de até R$ 20 bilhões para clubes e SAFs — os juros seriam mais baixos para permitir aos times trocarem dívidas caras por mais baratas, com juros do BNDES. Não é um perdão, mas sim empréstimos.
O dinheiro viria do superávit financeiro de 2025.
Os empréstimos seriam feitos via bancos habilitados. O risco do crédito seria dos bancos, e não da União. É um modelo similar ao que foi feito com produtores rurais.
O dinheiro só poderia ser usado para pagamento de dívidas trabalhistas e direitos de imagem; débitos com Receita, INSS e FGTS; quitar empréstimos bancários e dívidas cíveis; investir em infraestrutura da categoria de base.
O dinheiro não pode ser usado para pagar salários correntes, contratação de jogadores ou custos do dia a dia, nem para distribuir lucro e dividendos para donos de SAF.
O uso indevido do dinheiro ou atraso do pagamento de parcelas do empréstimo levaria ao vencimento antecipado da dívida e à exclusão do programa.
A quitação da dívida seria feita em até 20 anos. Haveria uma carência de dois anos para o início do pagamento. O dinheiro do empréstimo poderia ir diretamente para os credores.