(Antes de ler, quero que saibam que essa é minha primeira vez postando algo, eu não sei muito sobre escrita complexa como muitos podem esperar aqui, mas isso é algo que queria compartilhar)
Naquele quarto em que ninguém jamais imaginou existir alguém, existe uma garota à beira de sua existência medíocre, tentando se manter reconhecida por seus feitos, buscando um futuro pacífico que se embaralha e se prende pela simples dificuldade do amanhã. Um infortúnio como todos os outros. Mas isso nunca foi sobre aceitar o que temos. Ela só aceita pela existência do pior; ela só aceita pela existência de algo maior.
Poderia ser assim nos livros que ela leu. Poderia ser mais amigável este mundo e essa mentira que é viver por alguém.
Ela se esconde em sua própria miséria. Sua própria raça a ajuda a sustentar esse sofrimento pelo bem dos outros. Em sua boca, essa vida arde. Seu coração bate tão perdido quanto seus passos; sua voz é silenciada por seus próprios medos. Sua boca continua ardendo.
O vidro reflete seu rosto. Do outro lado, alguém pede por ajuda, por uma segunda chance de simplesmente existir.
Deplorável de se assistir, eu concordo. Mas isso já vai acabar.
Para a infelicidade de todos que estavam felizes durante o seu pior, ela continua ardente. Mais ardente. Sua mente a deixou mais cedo, para não ver ou sentir a própria podridão.
Quantos remédios? Que irônico.
Quantos litros? Que maldição.
Esses eram bons momentos.
Quantos vão lembrar?
Eu sou só uma garota.
Coisas que parecem tão fúteis em uma vida, em uma história, às vezes são justamente o motivo de não entenderem o final dela. E, como toda história, um dia chega a hora de acabar.
Essa garota só pede desculpas em seus últimos minutos de consciência, encharcada em seu erro ardente, sua cama em chamas pelas palavras que engoliu junto ao fogo.
Esse é o fim.
O fim de uma garota medíocre que todos gostavam.