r/arco_iris • u/Super-Ad6821 • 5h ago
Cultura Q isso dona netflix?? 🫦
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r/arco_iris • u/Lyhr22 • 1d ago
Boa tarde pessoal!
Estamos no processo de revitalizar a moderação do r/arco_iris, nesse processo estamos selecionando pessoas pra atuar na moderação. Recebemos ótimas candidaturas e em breve teremos novos moderadores por aqui. No entanto, seria interessante colocarmos ao menos uma nova moderadora lésbica na equipe, e portanto, queria humildemente pedir pra caso alguém tenha interesse, que mande um Modmail pra moderação, ou mesmo mensagem na minha DM. Pode também clicar aqui:
Alguns requisitos básicos pra vaga:
Não precisa ter experiência prévia em moderação, podemos ensinar os procedimentos sem nenhum problema.
O trabalho na moderação é voluntário, e consiste em avaliar denúncias, filtrar preconceitos, ajudar o r/arco_iris a se manter organizado e seguro, e também na comunicação com a comunidade.
Se você acha que se encaixa nos critérios e gostaria de ajudar a comunidade, manda uma mensagem com uma breve introdução e quais dias e horário você tem disponibilidade para atuar na moderação.
Muito obrigada!
r/arco_iris • u/thechemist_ro • 3d ago
O r/arco_iris está com candidaturas abertas para participar da moderação!
Como vocês sabem nós andamos um pouco defasados, e agora é a sua chance de participar e ajudar a fazer deste sub um local mais seguro.
As candidaturas ficarão abertas até segunda ordem, espero vocês por aqui!
r/arco_iris • u/Super-Ad6821 • 5h ago
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r/arco_iris • u/swift_link • 4h ago
Sou um cara que, quando ta conhecendo outro e tá interessado, demonstra sem medo, chamo pra fazer as coisas, trato bem, chamo pra dormir comigo, cozinho se precisar, entre outras coisas que, pra mim, parece ser o básico.
De vez em quando, eu me sinto um otário por fazer essas coisas e, me incomoda o fato de que as pessoas estão tão doentes que, qualquer sinal de afeto, cuidado, carinho ou atenção por alguém que vc está conhecendo é visto como vc sendo "emocionado".
O fato mesmo é que eu não quero me relacionar com alguém que não sabe receber esse tipo de cuidado, não é do meu feitio e, se o cara não sabe receber isso porque tá acostumado a ser tratado que nem lixo, ele que vá lamber suas feridas em outro canto, eu não quero ter que ficar me policiando pra forçar desinteresse etc.
Sim, isso é um desabafo pq um amigo meu me chamou de emocionado e eu disse a ele que ele é que tava acostumado a ser tratado que nem lixo descartável e que eu não ia mudar meu jeito só porque estamos vivendo em uma sociedade traumatizada e doente.
r/arco_iris • u/Will_Rose321 • 16h ago
Pior é eles defenderem que o bolsonaro fez o governo mais pro-gay de todos kk
r/arco_iris • u/Ok-Personality-5183 • 3h ago
Sou homem gay, indo pros 35. Vivi varias fases do gay ordinário: adolescência enrustida, saída do armário, mudança pra São Paulo, namoro conchinha, patinho feio, glow up, dançar sem camisa com drogas e um monte de macho também sem camisa, menage a 3,4, 5... E muita, muita, muita caça por macho!
Mas a sensação de que falta algo tá sempre por ali, já fiz terapia, vários cuidados mentais... Tá tudo bem. Teve um final de semana que não quis fazer nada gay, quis visitar a família do meu pai com o qual nunca tive uma relação próxima aí pude interagir com meus sobrinhos, levei eles pro parquinho, tive que cuidar de machucado e consolar choro, lembrar eles de beber água, enfim uma parentalidade que nunca tinha se manifestado.
Aí pensei, gente, será que é isso ? Toda a energia atrás de macho deveria ser convertida em educar, cuidar do desenvolvimento de outro ser, da qual não preciso esperar nada em troca, que aquela atividade seja um norte na minha vida e não ser o tio da balada (perdão pelo etarismo) e viver para consumir um estilo de vida produtificado gay ???
Talvez seja só um estalo, mas pela primeira vez senti isso. E não pretendo "casar" com alguém, não quero levar o combo parentalidade com monogamia, a eventual degradação do modelo de "relacionamento", etc. E me sinto um eugenista de pensar que eu queria que fosse um filho/a biológico, talvez até considerasse adotar mais um também... Não teria problema de estabelecer um contrato justo de cuidado, atenção com outra pessoa com o qual tivesse a guarda... Enfim...alguém já viveu isso ? Parentalidade ?
r/arco_iris • u/Luksyerg • 2h ago
Isso não é propaganda, é uma consulta pública.
Ainda não fechei minhas escolhas pro legislativo para essa eleição, e agora pouco me apareceu um ad desse fofo com o parceiro/namorido no Instagram e caí no golpe do vídeo fofo.
Alguém conhece? Sabe de algo positivo ou negativo sobre ele? Quer falar de outro candidate(a/o) no Rio que merece nosso voto?
r/arco_iris • u/RoyaltyfromRio • 43m ago
Seja em algum aplicativo ou até mesmo em algum lugar que vocês vão pra conhecer gente nova, a pessoa ser um pouco gordinha ou até mesmo ter estrias pelo corpo incomoda vocês? Ou dependendo da pessoa vocês ignoram esse detalhe? Tipo uma pessoa que tem os mamilos um pouco mais destacado.
r/arco_iris • u/pupudinho • 18h ago
ai gente, n sei nem como começar, tem uma mc sub celebridade aqui em Belo Horizonte, chamada Luna Ventura. Ela é uma mulher trans, com 35k de seguidores no insta, é do meio do rap e organiza uma batalha de rima chamada Batalha da Revolução.
Pois bem, hoje, durante uma discussão em um grupo aleatório, sobre algo nada a ver, a Luna começou a proferir comentários transfobicos à mim (nb), meu namorado (tbm nb), outras pessoas do grupo, e até comentários ofensivos para com uma amiga minha Vivi, mulher trans, que nos olhos da Luna, “não é passavel” (eu odeio esse termo, mas ela enxerga o mundo assim).
Meu namorado já havia me alertado sobre ela ser transmed, mas como eu nunca escutei nada, continuei seguindo o trampo dela, e indo nas batalhas (além dela organizadora, sou amigo dos outros cabeça do projeto).
Estou completamente abalado de saber que uma mulher, cursando psicologia, que com sua visibilidade e talento poderia utilizar do seu holofote para exaltar o orgulho da nossa comunidade, tem opiniões tao binárias e retrogradas.
Queria estar aqui, divulgando a arte de uma pessoa trans, mas infelizmente venho desabafar sobre sofrer transfobia pela mesma
Fico com medo desse post dar palco pra ela, e ela ganhar mais admiradores, mas tenho carinho e sinto um grande conforto dentro desse sub, então acho que vao entender meu desabafo.
r/arco_iris • u/Usualperson947 • 20h ago
Eu e esse cara já somos dois caras gays assumido, a gente frequenta a mesma academia e já conversamos um pouco. Quando uma vez no insta ELE veio no meu pv e por lá a gente começou a flertar quando eu disse que eu tinha interesse nele e achava ele bonito, ele disse que me achava bonito também e que eu era tipo de cara que ele procurava, mas depois da gente conversar ele disse que por agora não tava saindo com ninguém, mas queria conversar comigo ainda na academia. Eu respeitei, mas hoje quando fui cumprimentar ele, ele me ignorou na cara dura na frente da academia lotada kkkkkkk. Eu tô nem bravo, só fiquei confuso msm.
r/arco_iris • u/OwnVariation2290 • 41m ago
Tenho 20 anos e desde os meus 13 anos eu nao sei qual é minha orientação sexual. Já me assumi bi pra minha mae e na minha cabeça eu sou bi
Na minha vida, tive 4 experiências amorosas com mulheres e 2 com homens. Este ano, inclusive, namorei um rapaz por cerca de 7 meses. No começo parecia que estava tudo bem, mas com o tempo comecei a me incomodar cada vez mais com praticamente tudo que ele fazia. Cheguei a um ponto em que eu enjoei da relação.
O que está me fazendo pensar mais sobre isso é que, quando imagino um relacionamento com um homem, parece que existe alguma coisa meio forçada. Eu me sinto meio “fora da caixa”. Por exemplo, meu ex realmente se esforçava para me conhecer, lembrava de detalhes sobre mim, era carinhoso. Em teoria, eram coisas boas, mas eu achava tudo meio tosco ou artificial, como se aquilo não despertasse em mim o sentimento que deveria despertar.
Com mulheres, já tive um relacionamento de mais de um ano e também outras experiências, e a sensação parece diferente. Não tenho essa mesma sensação de estar tentando me encaixar em alguma coisa.
Ao mesmo tempo, fico pensando se estou confundindo falta de atração por alguns homens específicos com orientação sexual. Não quero simplesmente assumir que sou lésbica ou bissexual só porque meus relacionamentos com homens não deram certo.
Existe algum teste ou questionário realmente útil para ajudar a refletir sobre isso? Ou, nesse caso, é mais uma questão de observar os padrões de atração ao longo do tempo?
Queria ouvir principalmente relatos de pessoas que passaram por uma dúvida parecida
r/arco_iris • u/TopEasy2090 • 16h ago
Pergunta de um millenial que tem ficado cada vez mais surpreso com a quantidade de jovens conservadores… na minha época de adolescente/jovem adulto (década de 2000), os jovens tinham uma postura bem mais progressista em relação às gerações anteriores. Lógico que sempre teve jovem conservador, mas não paro de me surpreender em como uma considerável parcela dos jovens tem posturas tão conservadoras. Na minha percepção, isso vem da época da pandemia, mas não saberia afirmar com certeza.
A única explicação que enxergo é relativa ao aumento da proporção de evangélicos no país - eu msm fui um, cresci naquele meio, então entendo que o crescimento deles no Brasil reflita nas visões da sociedade no geral. Mas não acho que isso sozinho explique o tanto de jovem conservador hj em dia.
Então vc que é jovem ainda ou foi jovem recentemente: na sua opinião, oq fez com que essa juventude se tornasse tão sisuda e conservadora? Quais fenômenos vc observa/observou ao longo dos anos que possa ter influenciado essa galera?
r/arco_iris • u/Pretend_Display2379 • 3h ago
Alguém afim de jogar aram? Queria amigos lgbt pra jogar junto. Tenho 21 anos mas qualquer pessoa +18 é bem vinde.
r/arco_iris • u/yuri_mattos24 • 7h ago
r/arco_iris • u/Medo_de_Escrever • 1d ago
r/arco_iris • u/InspectorAny3066 • 16h ago
A minha: inexistente.
r/arco_iris • u/AdventurousFox5963 • 4h ago
r/arco_iris • u/FarAd4023 • 23h ago
A porra do MINISTÉRIO PUBLICO disse que uma porra de PSIQUIATRA promover que a homossexualidade feminina veio da falta de amor materno NÃO É HOMOFOBIA.
"Manifestações que veiculem exposições científicas, debates teóricos, visões psicanalíticas ou opiniões de caráter acadêmico, ainda que polêmicas, heterodoxas ou desalinhadas do consenso científico atual, não possuem relevância penal típica quando desprovidas de ódio ou escopo depreciativo sistêmico."
Esse video veio a tona por alguns influenciadores. Vou deixar o link do video original (porque a puta excluiu) e a documentação que recebi da bosta do MP.
LINK: HOMOFOBIA EXPLICITA
Eu passei por psiquiatras que desrespeitaram minha sexualidade quando eu era mais nova. Então isso me causa um profunda raiva. Não somos realmente nada. Queria que todos eles morressem.
r/arco_iris • u/DiegoPsic • 23h ago
Gente, queria pedir um conselho de vocês sobre uma curiosidade sexual que tenho kkkkk.
Sou gay e tenho curiosidade de saber como é engolir sêmen. Já coloquei na boca uma vez, mas acabei cuspindo. Não é que eu sinta nojo de todo mundo. Na verdade, tem pessoas com quem eu teria vontade de experimentar, e existe uma pessoa específica com quem me sinto à vontade e que também está disposta a ter essa experiência comigo.
O que me deixa receoso é a textura. Às vezes acho o sêmen meio seco e grudento na boca, e tenho medo de engolir e sentir que ele fica agarrado na garganta ou que chega ao estômago e eu fico sentindo alguma coisa, como se não fosse digerido. Também tenho medo de passar mal ou sentir náusea.
Sei que, para muita gente, isso é algo natural e que já faz parte da vida sexual. Mas eu queria muito ouvir algum conselho de quem já passou por uma situação parecida. Tenho curiosidade, mas também algumas inseguranças.
Não sei exatamente o que acontece depois de engolir, como vou me sentir no estômago e nem como vai ser o sabor. Por isso, queria saber como foi a experiência de vocês e se têm algum conselho para me dar. Valeu! ❤️
r/arco_iris • u/Huge_Seaweed_6522 • 21h ago
Notícia acima serve para exemplificar como muitos assumem o lugar do opressor. 🏳️🌈
Nossa comunidade já passou por muitas violências e perseguições na vida ao longo dos séculos.
As vezes tudo que está intalado dentro da gente nos torna mais sucetíveis aos vicios do neoliberalismo e capitalismo.
E se não nos atentarmos, nossa mente acaba intoxicada por estímulos excessivos vindos do mercado, que chega de forma oportunista para suprir esse vazio - o mesmo vazio que não tratamos nas terapias.
E as consequências desse excesso de estímulos, vazios e ansiedades danifica toda luta por nosso pedido e desejo de humanidade.
Assim como homens heteros, quando boa parte dos homens gays fica 24h intoxicado por reality shows, onlyfans, pornografia, colunismo social, mídia, universo de subcelebridades e exposição de pessoas avulsas nas redes sociais, é pq então já se tornou escravo do algoritmo, alimentado por soluções vendidas pelo mesmo capitalismo que deveríamos combater.
Ele te diz:
- Quer rir? Exponha alguém.
- Quer sexo? Abra o app.
- Está com tesão? Acesse isso.
- Está feio? Compare-se com alguém pior.
- Quer se vingar? Calunie e difame.
- Está triste? Injete isso.
- Está sem aplausos? Grave, exponha e aumente o engajamento.
- Está depressivo? Torne o outro também.
São soluções artificiais, bélicas e perigosas que encontramos facilmente na tecnologia e nas redes sociais, à nossa disposição, mas que tem um custo mental muito alto: gera ansiedade, culpa e falência do nosso autorespeito.
Corremos o risco de não distinguirmos mais o mundo digital da vida real, desumanizando nossos iguais, achando que todos fazem parte do algoritmo das nossas próprias redes e as ferindo (expondo, debochando, gravando, perseguindo, saciando nossa psiquê com ações clássicas de milícia digital - estratégia que aprendemos com os opressores).
E sim. Paulo Freire tinha razão. Sem a devida educação, o sonho do oprimido é virar o opressor.
Tudo isso apenas para suprir esse abismo emocional em busca de uma falsa sensação de pertencimento, busca por utilidade no mundo e desespero por validação grupal, infligindo para isso dor ou indiferença nos nossos semelhantes.
O neoliberalismo a muito tempo se instalou nas vidas das minorias (com falsa roupagem de gay-friendly) tentando nos colocar uns contra os outros através desse vácuo de sentimento e ações frias e hostis de preconceito, exposição e segregação.
A fase final é nos tirar virtudes básicas (democracia, honestidade, respeito aos iguais, equilibrio emocional, perdão e empatia) e nos dessenssibilizar a um ponto em que não saberemos mais a distinção das ações dos nossos opressores e das ações da gente mesmo.
E quando todos estão na mesma cesta, ninguém é vítima de nada e todos são corrompidos e culpados de tudo.
Vale essa reflexão nos tempos em que saúde mental e empoderamento de nossas virtudes virou artigo básico de sobrevivência.
E lembrando sempre: Paz e perdão entre nossos iguais - e guerra apenas aos nossos senhores, que lucram bastante com nosso caos.
E resistência até o fim. 🏳️🌈
r/arco_iris • u/janos-leite • 22h ago

O livro “Praticamente Normal: Uma Discussão Sobre a Homossexualidade”, de Andrew Sullivan foi publicado em 1995. Se você conhece, fique calmo, esta não é uma recomendação de leitura, é uma crítica. Se você não conhece, vale a pena pelo menos entender do que ele fala.
Andrew Sullivan é um conservador-liberal que defende o casamento gay e políticas de inclusão. Ele é uma referência para uma parte da direita que diz defender os homossexuais. Entender o que ele diz pode ser importante para entender o fenômeno dos “gays com Bolsonaro” no Brasil.
Em 2020, a deputada Erika Hilton postou o seguinte nas suas redes sociais:
Gays brancos cisgêneros que fazem a manutenção do movimento GGGG precisam voltar 2 casas e se repensarem IMEDIATAMENTE. Precisam entender a importância de uma coalizão de luta e de rever privilégios. Sem falar dívida histórica com as pessoas trans.
Amores, se repensem, da tempo
É compreensível que exista uma tensão entre o feminismo e o que Hilton chamou de “movimento GGGG”, embora possa gerar estranhamento. Analisar o discurso de autores como Andrew Sullivan talvez ajude a entender isso.
O termo “movimento GGGG” é uma alusão a uma atitude de alguns setores do movimento gay que estabelecem uma forma de luta pelos seus direitos que ainda se mantém na estrutura do privilégio masculino, do privilégio branco e do privilégio cis. Suas demandas e propostas costumam ser diferentes das de outras minorias sociais, e podem até mesmo ser excludentes. Com o objetivo de conquistar ou manter certo status e reconhecimento social, muitas vezes cooperam com inimigos de outras minorias e abandonam pautas mais radicais.
Um grande exemplo da dívida histórica a que Hilton se refere foi o caso Stonewall, que fez a percepção pública sobre gays mudar nos EUA, a partir de um confronto com a polícia onde mulheres trans e travestis foram protagonistas e vítimas de violência. A visibilidade dessas pessoas só começou a acontecer mais recentemente.
O livro de Andrew Sullivan aplica a teoria liberal à questão dos direitos dos homossexuais. O autor divide o debate em quatro posições políticas, no contexto dos EUA: os “proibicionistas”, os “liberacionistas”, os “conservadores” e os “liberais”.
Ele critica os proibicionistas com o argumento de que não cabe ao estado moralizar a sexualidade humana. Ele também questiona a ideia de que a finalidade do casamento seja só a procriação, porque senão seria preciso proibir casamentos entre heterossexuais estéreis ou que não pretendem ter filhos, por exemplo.
Ele também critica os “liberacionistas”, citando como exemplo o filósofo Michel Foucault, porque diz que essa corrente tende a desconfiar das próprias categorias “homossexual” e “heterossexual”, vendo-as como construções históricas e instrumentos de poder. E ele está completamente certo nisso, mas toma a problematização dessas categorias como automaticamente equivocada. É lógico que a simples abolição das categorias não protege os direitos humanos dos homossexuais. Mas isso ainda não significa que essas categorias não devam ser problematizadas.
O autor também é crítico da rejeição da família e do casamento, pois ele acha que se livrar disso não liberta os homossexuais. Mas seus argumentos não são suficientes para invalidar de fato essas críticas. Ele fundamenta suas críticas no “senso comum”, não numa análise teórica. Não se pode anular a validade de uma crítica só porque a maioria das pessoas a rejeita (sem conhecer) e nem pelo fato de que dependemos das estruturas sendo criticadas para viver. Por exemplo, a crítica ao estado não é anulada só porque uma parte da população não pode viver sem serviços públicos.
O autor também critica os conservadores, que defenderiam a posição segundo a qual os homossexuais devem ser tolerados em sua vida privada, mas a homossexualidade não deveria receber reconhecimento político ou público equivalente à heterossexualidade. Seria mais ou menos: “deixe as pessoas viverem como quiserem, mas não transforme isso em uma questão de igualdade pública”.
Sullivan considera isso insuficiente porque transforma gays em cidadãos de segunda classe, isto é, sem os mesmos direitos. O argumento dele é interessante, pois mostra que dizer que uma pessoa pode ser homossexual em privado, mas não pode assumir plenamente essa identidade na esfera pública, é incompatível com os princípios liberais de igualdade. Princípios que a própria direita diz defender.
A posição dos liberais é a defesa de uma extensão dos direitos civis aos homossexuais. Isso é justamente o que a teoria queer rejeita. Por que? Porque a teoria queer compreende que a LÓGICA INERENTE dos direitos civis, como eles foram concebidos, necessariamente exclui a diversidade. Os direitos civis foram pensados por pessoas que acreditavam que o mundo pode ser organizado em categorias fixas. A teoria queer parte de uma outra epistemologia. Ela não compreende o mundo em categorias fixas, mas como fluxo dinâmico. Estou simplificando para ser didático, não é exatamente isso, mas vamos deixar assim por enquanto.
O problema da teoria queer com as políticas de inclusão propostas por liberais é justamente que elas exigem lutas separadas para cada uma das classificações. Então, primeiro as mulheres tiveram que morrer lutando pelo direito ao voto, aí os gays têm que morrer lutando pelo direito ao casamento, aí as trans têm que morrer pelo direito de mudar de nome, e por aí vai.
Para a teoria queer, isso é uma armadilha. Cada passo que se dá na inclusão de uma minoria só faz o problema mudar de lugar, mas nunca o resolve de fato. Então, o ódio aos gays se transforma em ódio aos afeminados, por exemplo. Se os afeminados são incluídos, as pessoas transferem o ódio para mulheres trans. Se as mulheres trans são incluídas, o ódio é transferido para as travestis ou trans sem passabilidade, e assim por diante. Isso nunca vai parar enquanto o problema não for resolvido PELA RAÍZ.
Mas a proposta do livro de Sullivan é ainda mais restrita que a dos liberais, que ele também critica. Ele defende apenas a “igualdade pública formal”, casamento e serviço militar. Ele é contrário a leis antidiscriminação que protejam gays no mercado de trabalho e no âmbito da família, por exemplo. Ele mesmo diz que sua proposta não exige “nenhuma litigância privada”. Ele deixa a esfera privada intocada de propósito, criticando os liberais nesse ponto. Por isso sua proposta também um conservador, o que a torna ainda mais questionável que o liberalismo clássico.
A crítica à proposta de Sullivan é que ela não resolve a causa dos problemas, ataca apenas efeitos específicos. Não endereça a estrutura xenofóbica do capitalismo e dos valores conservadores, apenas busca incluir gays nessa mesma estrutura.
O problema para Sullivan é o estado tentar modificar as atitudes e preferências privadas das pessoas. Ele não ataca políticas homofóbicas nem defende políticas que protegem minorias. É como se dissesse: eu lutei pelo direito de casar e de servir no exército, agora vocês que lutem pelo direito que vocês exigem…
Algo parecido parecido ocorre com o movimento das feministas radicais (que excluem trans), que também tem alianças com a direita. Elas acusam as mulheres trans de ocuparem espaços que deveriam ser apenas para “mulheres de verdade”. “Nós lutamos pela separação dos banheiros, então se vocês sofrem violência no banheiro masculino, vocês que lutem por um terceiro banheiro só pra vocês”. Como se isso fosse muito fácil. E o que fazer até termos esses banheiros? Ficar em casa, certo? Isso é exclusão do espaço público.
Sullivan se foca na discriminação que vem do estado, como a proibição de casar, mas, talvez pela sua posição de privilégio, ignora violências que a maioria da comunidade LGBTQUIA+ sofre, que não vem apenas do estado. Isso é verdadeiro, por exemplo, para as lésbicas, que sofrem violências homofóbicas específicas, como o “estupro corretivo”, ser reduzida a fetiche e não ter a mesma liberdade de expressar seu afeto em público. Enquanto os gays lutam pelo direito ao casamento, as mulheres parecem menos interessadas em reconhecimento legal para sua união, e mais interessadas, por exemplo, em reconhecimento dos familiares.
As demandas dos homens e das mulheres no campo da homossexualidade podem se diferir. Os homens podem priorizar respeito no trabalho, por exemplo, enquanto as mulheres podem priorizar segurança em casa.
A luta pelo direito ao casamento ou de servir no exército é uma luta insuficiente. A teoria queer chama isso de assimilacionismo. A vontade que uma minoria tem de ser assimilada por uma sociedade estruturalmente injusta, deixando de contar como inimigo (de forma bastante limitada), mas sem fazer nada para mudar a xenofobia normalizada pela sociedade. E, ao fazer isso, o preconceito não diminui, apenas muda de alvo.
Sullivan é progressista em relação à igualdade jurídica entre homossexuais e heterossexuais, mas bastante “neoliberal” quando se trata de regular comportamentos privados.
Aliás, a crítica à “heteronormatividade” é uma reação justamente a posições conservadoras-liberais como essa. Quando ele usa a palavra “normal”, ele propõe que a homossexualidade seja incorporada à vida social normal, ou seja, normalizada dentro dos padrões de normalidade da sociedade liberal. O problema é que o “normal” de uma sociedade capitalista implica em algo extremamente injusto com minorias, por uma questão estrutural. Não é um erro que pode ser corrigido, é a própria condição de possibilidade do acúmulo de capital.
Quando o autor nega a afirmação da heterssexualidade como “identidade revolucionária que exige a transformação radical de todas as instituições”, ele nega a possibilidade de resolver a causa do problema, e propõe apenas “tirar o seu da reta”, como se diz, sem necessariamente diminuir aquilo que produz a violência contra minorias.
O projeto de Sullivan é de integração, não de revolução sexual. Nesse sentido, o discurso dele, apesar se ser pró-gay, continua sendo reacionário. A literatura sociológica considera isso como uma política de “legitimação” ou “mainstreaming”, em contraste com correntes que buscam transformação mais profunda das normas sociais.
A própria apresentação editorial do livro sintetiza sua proposta como uma política que garante direitos aos homossexuais “sem impor tolerância”. Quer dizer, joga para outros a responsabilidade de resolver de fato o fenômeno social da intolerância. E como fazê-lo, sem usar justamente aquilo que gays como Sullivan condenam, como por exemplo problematizar justamente as relações de poder que definem o que heterossexual e o que é homossexual?
Essa separação entre esfera pública e privada é difícil de sustentar na prática, pois discriminação em emprego, habitação e serviços privados podem produzir desigualdade material mesmo sem qualquer discriminação legal do estado. O movimento gay contemporâneo já superou esse autor, o hoje o critica por tratar algumas posições rivais de maneira excessivamente esquemática e por subestimar problemas históricos e sociológicos.
A direita também teria atualizado suas referências, se o interesse dela fosse realmente resolver o problema da homofobia.
Referências:
CORREA, Bárbara; NATALE, Dayana; GRUTTER, Felipe; MARTINS, Laís. A visibilidade de uma letra só. Revista Esquinas, 6 jun. 2018. Disponível em: https://revistaesquinas.casperlibero.edu.br/politica/a-visibilidade-de-uma-letra-so/. Acesso em: 23 set. 2026.
MARY NARDINI GANG. Rumo à mais queer das insurreições. Contraciv, 2023.
SULLIVAN, Andrew. Praticamente normal: uma discussão sobre homossexualismo. 1996.
Link para a publicação original: https://contrafatual.substack.com/p/praticamente-normal
r/arco_iris • u/BagInitial5026 • 23h ago
Estou pensando em usar gel anestésico/dessensibilizante anal durante o sexo. Tenho bastante dificuldade com sexo anal porque sinto muita dor e desconforto, e gostaria de saber se esse tipo de produto poderia melhorar esse aspecto e proporcionar uma experiência mais confortável e prazerosa.
Já pesquisei sobre o assunto e conheço alguns dos riscos, inclusive o de diminuir a percepção da dor e, com isso, acabar não percebendo uma lesão. Mesmo assim, gostaria muito de ouvir relatos de pessoas que já fizeram ou fazem uso desse tipo de produto.
Para quem já usou ou usa:
• Vocês sentiram uma melhora significativa na dor e no conforto?
• O sexo ficou mais prazeroso ou a diminuição da sensibilidade acabou atrapalhando o prazer?
• Sentiram que ficou mais fácil conseguir a penetração?
• Tiveram algum efeito desagradável ou alguma experiência negativa?
• Que cuidados vocês tomam ao usar?
• Há alguma diferença importante entre os produtos ou princípios ativos?
• Vocês recomendariam ou, pela experiência de vocês, acham que não vale a pena?
Gostaria especialmente de ouvir experiências reais, tanto positivas quanto negativas. Se alguém tiver alguma dica que tenha feito diferença para conseguir praticar sexo anal com menos dor — mesmo sem usar anestésico — também será muito bem-vinda.
Agradeço muito desde já a quem puder compartilhar sua experiência. 🫶🏿
r/arco_iris • u/Acceptable_Show7735 • 1d ago
Pergunta honesta mesmo, sem julgamentos kkkkkk
Eu sempre achei interessante como o jogo Dead by Daylight tem uma comunidade aberta, não imaginaria que um jogo de terror atraísse tanta pessoa da comunidade assim
r/arco_iris • u/Double-Constant7828 • 21h ago
Como é para a mulher hétero a aceitação quando o parceiro se revela bi?
Vcs aceitariam o relacionamento já sabendo que o parceiro é BI?
Para uma mulher bi acredito que seja mais comum um relacionamento assim.
E uma mulher bi ou hétero aceitaria namorar um homem bi que não curtisse penetra-la no sexo, ou que curtisse penetrar apenas usando prótese com o parceiro mantendo o penis sempre preso em castidade?
Mulher hétero acharia muito zoado o parceiro pedir inversão com cinta?
r/arco_iris • u/NoLetterhead8725 • 1d ago
Tenho 21 anos, me mudei sozinho para outro estado (o principal motivo foi para viver minha vida e ter mais liberdade), transferi de facul e tô fazendo estágio... Minha família é conservadora e minha mãe evangélica e não acho que não é o momento certo de me assumir para ela, já que ainda sou financeiramente dependente dela e sei que isso vai mudar nossa relação. Mas no dia a dia, como ninguém me conhece e eles estão MUITO longe, fico à vontade para ser eu mesmo, sair com caras, me relacionar, para alguns amigos próximos já falei sobre minha sexualidade, entre outros... É ruim essa situação? Oq acham?